«Welcome to New York» (Bem-vindo a Nova Iorque) é o nome do filme «inspirado em factos reais», ou seja no caso DSK, antigo diretor do FMI, que, segundo o produtor Vincent Maraval, que não foi assim tão bem-vindo em França.

O produtor do filme não conseguiu apoios das televisões francesas para a realização do filme e afirma mesmo que sofreu «pressões» durante a rodagem. «Não sou adepto da teoria da conspiração, mas...»

Maraval critica a falta de abertura dos franceses, já que noutros países há exemplos contemporâneos de filmes que retratam personagens poderosas dos seus países, como foram os casos dos realizadores Nanni Moretti em Itália sobre Berlusconi ou Michael Moore, nos Estados Unidos, num ataque cerrado a George W. Bush.

Em França, não, lamenta o produtor ao «Journal du Dimanche».

«Todos me desaconselharam a não rodar o filme». Mas, a teimosia venceu e o filme aí está, com realização de Abel Ferrara e com Gerard Depardieu - um francês que até se tornou russo nos últimos tempos-, no principal papel, ou seja, na personagem de «Mr. Deveraux», ou seja, inspirada em Dominique Strauss-Kahn, o antigo diretor do FMI, que foi detido por tentar violar uma camareira num quarto de hotel de Nova Iorque.

Ao seu lado, no papel da mulher traída mas que deu a cara em defesa do marido, Jacqueline Bisset faz de Simone Deveraux, ou seja, de Anne Sinclair.

Sem garantias de exibição nas salas de cinema francesas e belgas como reconheceu a principal distribuidora de salas de cinema à agência France Presse, isso não diminui o interesse pelo filme, como um fruto proibido que vai alimentar o festival de Cannes, assim como a película sobre a princesa Grace Kelly e que conta com o protesto da família real monegasca que, por isso, vai estar ausente da cerimónia de abertura de um dos eventos do cinema mais importantes do mundo.

Ora, veja se o trailer lhe abre o apetite: