«Nunca estive confortável como atriz, nunca gostei de estar em frente à câmara. Nunca pensei que pudesse ser realizadora, mas espero ser capaz de ter uma carreira nisso, porque me faz muito mais feliz», admitiu a atriz.

Angelina Jolie está atualmente a promover o seu novo filme, «Unbroken», a história de um aviador norte-americano, Louis Zamperini, que viveu 47 dias numa jangada depois de um acidente de avião e que sobreviveu durante dois anos como prisioneiro de guerra dos japoneses.

 

Jolie, que conheceu Zamperini pouco antes da sua morte, no ano passado, lutou para fazer o filme, cujos direitos foram vendidos à Universal Pictures há mais de 50 anos atrás.

 

Quando a atriz disse ao seu marido, o ator Brad Pitt, que estava interessada no texto do filme, ele respondeu-lhe: «Oh, querida, esse projeto existe desde sempre».

 

«Lutei por ele durante meses... Senti que precisava de embarcar nessa viagem, que me iria tornar numa pessoa melhor. Estava a implorar, não só para ser a realizadora, estava a implorar para ter a oportunidade de passar dois anos da minha vida focada em Louie Zamperini», contou Angelina Jolie.

A atriz de 39 anos estreou-se como diretora em 2007, com o documentário «A Place in Time», seguido pelo filme «In the Land of Blood and Honey», em 2011, sobre a guerra da Bósnia. Jolie assinou recentemente para dirigir «África», uma biografia do político queniano e conservacionista Richard Leakey.

 

A estrela de Hollywood disse, no início deste ano, que a sua aparência como Cleópatra, num filme biográfico da rainha egípcia, poderia ser o último papel que interpretaria.

 

«É um daqueles [papéis] em que pensamos que é aquele em que vamos dar tudo e que é onde terminamos, de uma ótima maneira. O que se poderia fazer para além desse?», disse Angelina à BBC Radio Five Live, em junho.