Filme português sobre favelas do Complexo do Alemão ganha data de estreia

Documentário é o resultado de três anos de trabalho de dois irmãos

Por: Redação    |   28 de Dezembro de 2010 às 18:56
O documentário «Complexo - Universo Paralelo», de Mário e Pedro Patrocínio, sobre a favela brasileira Complexo do Alemão, vai estrear-se nos cinemas portugueses a 13 de Janeiro, noticia a agência Lusa.

O filme teve antestreia em Outubro no Doclisboa, também já foi exibido no Brasil e nos Estados Unidos, onde recebeu o prémio direitos humanos no Artivist Film Festival.



«Complexo - Universo Paralelo» foi rodado por dois irmãos portugueses, Mário e Pedro Patrocínio, numa das mais perigosas favelas brasileiras, o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

Mário e Pedro Patrocínio passaram três anos no Complexo do Alemão, filmando a vida da favela por dentro, por quem lá mora, mostrando a pobreza e o crime num local que a imprensa brasileira já chamou de «Faixa de Gaza do Rio».

«Passámos o Natal no Complexo em 2005 e tivemos oportunidade de conhecer muitas pessoas, de passar os dias a escutá-las, porque é uma coisa que se faz pouco. Estamos com a mente atolada de informações e criamos preconceitos», disse o realizador Mário Patrocínio à Lusa, quando o filme passou no DocLisboa.

Para fazer avançar na altura o projeto, em 2005, os dois irmãos tiveram que recorrer a financiamento próprio, porque não havia quem arriscasse apoiar a realização de um filme dentro da favela.

«Achavam que éramos loucos, que nos iam roubar, que nos iam matar. Juntámos dinheiro, vendemos na altura o carro, [o filme] foi feito com suor e sangue», contou.

O Complexo do Alemão congrega mais de uma dezena de favelas, o maior conjunto da América Latina, e foi recentemente alvo de uma aparatosa operação policial para travar o narcotráfico.
PUB
Partilhar
EM BAIXO: Complexo Paralelo
Complexo Paralelo

COMENTÁRIOS

PUB
PT vai ser vendida na próxima semana

Notícia é avançada pelo jornal «Folha de São Paulo», que adianta que o negócio deve ser fechado por 7,2 mil milhões de euros. Jornal acrescenta que há cinco interessados, entre eles a Altice, e três fundos de investimento. Com a venda, a Oi arrecada dinheiro que lhe permite financiar a compra da TIM