O filme «A Gaiola Dourada», do lusodescendente Ruben Alves, vai ser projetado no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) no sábado, com a presença do realizador e dos atores Joaquim de Almeida e Rita Blanco.

A projeção é uma iniciativa do Arte Institute, uma organização sem fins lucrativos que promove a cultura e a arte portuguesas e celebra este mês o seu terceiro aniversário.

«A mostra é importante porque os EUA são a terra do cinema», explicou Ruben Alves à agência Lusa.

O luso-francês disse que os EUA são «um mercado difícil de aceder para os filmes europeus» e considerou que «uma projeção no MoMA vai dar a conhecer o filme de uma maneira elegante e informal».

O filme foi mostrado pela primeira vez nos EUA em março, quando participou no festival «Rendez vous with French cinema», e na quinta-feira no Sport Clube Português, em Newark.

«A Gaiola Dourada», comédia de costumes sobre a emigração portuguesa em França, foi o filme mais visto nas salas de cinema em Portugal em 2013 e valeu a Ruben Alves o Prémio do Público nos Prémios Europeus de Cinema.

O realizador acredita que o filme tem o potencial de agradar a públicos que nada têm a ver com a realidade retratada e dá o exemplo da Austrália, onde o filme já é a segunda película francesa mais vista no país (depois de «Amour», de Michael Haneke).

«Isto acontece porque não é preciso ser-se emigrante para se identificar com uma história de amor de pais para os filhos. O filme trata de valores de família, da relação entre patrão e empregado, de questões de identidade e de perda de raízes», explicou Ruben Alves.

Protagonizado por Rita Blanco e Joaquim de Almeida, o filme foi nomeado na categoria de melhor primeira obra para os Prémios franceses César.

Ruben Alves confirma ainda que já tem um produtor nos EUA e que vai realizar um remake do filme adaptado à realidade norte-americana, com uma família mexicana.