O filme alemão «As Estações da Cruz» abre sexta-feira o 30º Festróia, Festival Internacional de Cinema de Setúbal, que decorre até 15 de junho, no Fórum Luísa Todi e nos auditórios Charlot e José Afonso.

«As Estações da Cruz», de Dietrich Bruggemann, que conta a história de Maria, uma menina de 14 anos que ambiciona tornar-se santa e chegar ao céu, é o primeiro de 35 filmes do ciclo dedicado à cinematografia alemã, que será homenageada com o Golfinho de Cristal.

«As Asas do Desejo», de Wim Wenders, «Nunca é Tarde Demais Para Amar», de Andreas Dresen, e «Adeus Lenine», de Wolfgang Becker, são outros filmes da cinematografia alemã para ver, ou rever, na 30ª edição do Festróia.

«A Assaltante», outra produção alemã, é o filme de estreia do novo ciclo temático do Festróia - «Baseado em?» -, que inclui a exibição de vinte longas-metragens inspiradas em factos verídicos, em personalidades ou na literatura. Esta secção contempla também o filme português «O Segredo de Miguel Zuzarte», de Mário Ventura, fundador do Festróia.

A Secção Oficial, dedicada a países de pequenas cinematografias, inclui este ano uma coprodução de Portugal, Espanha e Estónia, intitulada «Diamantes Negros», e um western dos países nórdicos europeus, «The Dark Valley».

Primeiras Obras e O Homem e Natureza são outras secções competitivas que se mantêm desde os primeiros anos do certame e que também contribuem para a imagem de marca do Festróia, o festival de cinema português mais prestigiado a nível internacional.

Este ano, o Festróia vai ainda homenagear o produtor português Paulo Branco, que trabalhou em mais de 270 filmes, com realizadores como Manoel de Oliveira, João César Monteiro, João Canijo, Wim Wenders, David Cronenberg, Paul Auster, Chistophe Honoré e Chantal Akerman, atribuindo-lhe o Golfinho de Carreira.

Para celebrar os trinta anos do festival, o júri oficial será constituído apenas por realizadores, atores e um diretor de fotografia, todos galardoados em anteriores edições.

Embora com um orçamento de apenas 200 mil euros, a diretora do festival, Fernanda Silva, garante que o Festróia mantém a qualidade de sempre e continua a ser um local privilegiado para ver bons filmes que raramente chegam às salas de cinema portuguesas.