A Cinemateca Portuguesa acolhe o cinema angolano e cubano, em ciclos distintos que decorrem na próxima semana, escreve a agência Lusa.

«Rastos de Sangue», do realizador angolano Mawete Paciência, vai estrear-se em Portugal na terça-feira, às 21h30, no âmbito do ciclo «Olhares Sobre Angola».

Última obra de Mawete Paciência e filme de abertura do Festival de Cinema de Luanda, em novembro, «Rastos de Sangue» aborda, em registo ficcionado, o tema dos órfãos de guerra e dos traumas que o conflito deixou na juventude.



Antes da exibição do filme, no mesmo dia, às 20h00, será lançado o primeiro volume de «Angola, o Nascimento de uma Nação - o Cinema do Império», coordenado por Maria do Carmo Piçarra e Jorge António e editado pela Guerra e Paz.

O ciclo «Olhares Sobre Angola» é organizado pela Cinemateca Portuguesa, em colaboração com a Associação Il Sorpasso e a Mukixe Produções.

Mais para o final da próxima semana, dias 11, 12 e 13 de julho, será a vez do cinema cubano.

Para assinalar o Dia da Rebeldia Nacional, a Cinemateca vai projetar, ao longo dos dias 12 e 13, dezenas de filmes, curtos e longos, anteriores e posteriores à revolução, todos feitos em Cuba, entre os quais «Salut les Cubans» (1963), de Agnés Varda, e «La Piscina» (2012), de Carlos Quintela.



«Soy Cuba» (1964), do realizador soviético Mikhael Kalatozov, vai ser exibido no Teatro do Bairro, no dia 11, às 19h30. Filme a preto e branco sobre a revolução cubana, foi proibido nos Estados Unidos, durante a Guerra Fria, até ser redescoberto em 1993, no Festival de Cinema de São Francisco, e os realizadores Martin Scorsese e Francis Ford Coppola se terem juntado para o restaurar e divulgar.

O ciclo «Cuba Libre» não será apenas feito de filmes, mas também de música, estando previsto um concerto da banda Los Cubanissimos no Teatro do Bairro, no dia 12 de julho, às 22h00.

A interpretação da bandeira cubana pela artista plástica portuguesa Ana Cardoso estará em exposição, quer no Teatro do Bairro, quer na Cinemateca, durante os três dias do programa.