O filme «Séraphine», realizado por Martin Provost, foi esta sexta-feira o grande vencedor da 34ª edição dos prémios César da Academia Francesa de Artes e Técnicas Cinematográficas ao arrecadar sete prémios.

A história da francesa Séraphine de Senlis, uma mulher rural nascida em 1864 e que se transformou em pintora, tendo ficado louca, venceu nas categorias de Melhor Filme, Melhor Actriz - para Yolande Moreau -, assim como de Melhor Argumento Original, Fotografia, Banda Sonora, Guarda-Roupa e Cenário.

«Mesrine», o favorito com dez nomeações, ganhou nas categorias de Melhor Realizador para Jean-François Richet, Melhor Actor para Vicent Cassel e recebeu também o Prémio de Melhor Som. «Mesrine» relata a história do inimigo público número 1 de França nos anos 1970, assassino, ladrão e contrabandista, protagonista de fugas espetaculares de prisões em vários países.

Nestes «óscares» franceses, «Valsa com Bashir», de Ari Folman, venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, distinção que lhe escapou para «Departures» na cerimónia de Hollywood.

O César para Melhor Actor Secundário foi para Jean-Paul Rousillon, pela sua interpretação em «Un Conte de Noël». A Melhor Curta-Metragem escolhida foi «Les Miettes», de Pierre Pinaud. «Les Plages d`Agnès», de Agnés Varda, arrecadou o César para o Melhor Documentário.

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