Brad Pitt começou a manejar armas de fogo desde tenra idade. O ator, que nasceu no Estado norte-americano de Oklahoma e foi criado no Missouri, começou por receber uma pistola de ar comprimido e depois, aos seis anos, deram-lhe uma espingarda. Aos oito anos, já tinha disparado uma arma.

«Onde eu cresci há um rito de passagem que consiste em herdar as armas dos antepassados. O meu irmão tem a arma do meu pai. Eu recebi a espingarda do meu avô quando andava no jardim-de-infância», afirma Brad Pitt.

De acordo com o site Radio Times, o marido de Angelina Jolie não se sente seguro com a família, a menos que haja uma arma em casa. «O aspeto positivo é que o meu pai me incutiu um profundo respeito pela arma», realça.

De acordo com o jornal britânico «The Independent», a questão da acessibilidade das armas nos Estados Unidos da América tem sido muito discutida nos últimos anos, depois de uma série de tiroteios em massa em escolas e universidades do país. Em Novembro de 2013, Barack Obama disse que era o momento de a nação fazer um «exame de consciência» sobre o controlo de armas. 

«Matamo-nos uns aos outros nestes… tiroteios em massa, a níveis que são exponencialmente mais altos do que em qualquer outro lugar», afirmou o Presidente dos EUA. 

«Isto está a tornar-se uma norma. E tomamo-la com um dado adquirido de uma forma que a mim, como pai, me aterroriza. Neste momento, no Congresso, não é ainda possível obter até mesmo restrições mais brandas... Devíamos ter vergonha disso», acrescentou.

Os defensores dos direitos de porte de arma argumentaram que as mortes por arma de fogo se devem a problemas de saúde mental, ao invés do fácil acesso às armas. 

«Os Estados Unidos não têm um monopólio sobre pessoas loucas», retorquiu na altura Barack Obama. «Não são o único país que tem psicose», rematou.