Filme de Miguel Gomes leva «baleia» à praia da Barra

Elemento cénico «estava tão bem feito que parecia uma baleia a sério»

Por: Redação / CP    |   3 de Janeiro às 16:22
As atenções na praia da Barra, Ílhavo, centram-se esta sexta-feira numa baleia que parecia real mas que não passava de uma réplica em esferovite, construída para rodar uma cena do filme «As mil e uma noites», de Miguel Gomes.

A réplica da baleia, com mais de dez metros de comprimento, foi colocada esta manhã no areal a poucos metros da zona de rebentação do mar.

Em declarações à Lusa, o comandante da Capitania do Porto de Aveiro, Luciano Oliveira, disse que o elemento cénico do filme «estava tão bem feito que parecia uma baleia a sério».

«Quem não sabia e chegava à praia e via aquele aparato todo acreditava que era uma baleia real», afirmou o mesmo responsável.

O novo filme de Miguel Gomes inspira-se na estrutura de «As mil e uma noites» para abordar «histórias que partem da realidade de um desgraçado país, Portugal», segundo a apresentação feita no passado mês de setembro, em Lisboa.

A obra procura, em simultâneo, fazer «uma crónica de Portugal», «num momento em que o país está sujeito aos efeitos da austeridade, criados pelo programa de assistência financeira da troika», combinando «ficção e retrato social, tapetes voadores e greves».

O calendário de produção desta longa-metragem, incluindo a rodagem, vai até ao final do verão de 2014, estimando-se que a pós-produção decorra até fevereiro de 2015.

Coproduzido por Portugal, França e Alemanha, o orçamento do filme é garantido em mais de 80% por Portugal (1,240 milhões de euros) e França (1,135 milhões), sendo a participação alemã de cerca de 394 mil euros.

Nascido em Lisboa, em 1972, Miguel Gomes é autor ainda das longas-metragens «Tabu», premiado em vários festivais de cinema, nomeadamente na Alemanha, Espanha, Bélgica e Croácia, «Querido Mês de Agosto» e «A cara que mereces».
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EM BAIXO: Filme de Miguel Gomes leva «baleia» à praia da Barra [Créditos: «O Som e a Fúria»]
Filme de Miguel Gomes leva «baleia» à praia da Barra [Créditos: «O Som e a Fúria»]
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«Se Sócrates não fosse quem é, não estaria preso»

O advogado João Araújo, que representa o antigo primeiro-ministro José Sócrates, está convicto da inocência do cliente: «Acredito e declaro, com toda a certeza possível, que o senhor engenheiro José Sócrates não praticou aqueles crimes que lhe imputam». O causídico disse, no «Jornal das 8» da TVI, que o «processo tem uma face profundamente política». «O facto de ele ser quem é, influenciou a decisão do juiz», sublinhou