Por: Redacção / Cátia Soares | 3- 8- 2009 16: 17
A 62ª edição do Festival de Cinema de Locarno vai ter a participação de um filme lusófono, escrito e realizado pelo francês
Eugène Green.
Leonor Baldaque é a protagonista de «A Religiosa Portuguesa», ao lado de actores como Ana Moreira,
Beatriz Batarda, Diogo Dória, Carloto Cotta, Francisco Mozzos.
Os fadistas Camané e Aldina Duarte também têm uma
participação especial nesta longa-metragem de ficção, de modo a exprimir a relação de Lisboa com o Fado.
O Festival
de Cinema de Locarno é presidido por Marc Solari e irá decorrer de 5 a 15 do próximo mês. O filme português, que faz parte
da competição internacional, deverá ser exibido nos dias 10, 11 e 12.
«A Religiosa Portuguesa» não vai parar por
aqui e pretende estrear-se também em França e Portugal. O produtor Luís Urbano, do Som e a Fúria, adiantou ao IOLCinema
que um dos grandes objectivos é «promover o filme e apostar noutros festivais, tendo já sido manifestado interesse por parte
do London Film Festival». A co-produção luso-francesa conta a participação portuguesa de Sandro Aguilar e Vasco Pimentel,
que teve o som a seu cargo.
«Candidatámo-nos aos apoios do ICA (Instituto do Cinema e do Audiovisual), mas depois
precisámos de alguns financiamentos complementares. E foi assim que se juntaram a nós duas produtoras francesas com quem o
realizador já trabalhou anteriormente», refere Luís Urbano em declarações ao IOLCinema, recordando ainda «um apoio
minoritário» por parte da CNC (Centre National de la Cinématographie) nesta co-produção maioritariamente falada em português
e rodada em Lisboa.
A origem desta história
«A Religiosa Portuguesa» conta a história de Julie de
Hauranne, uma jovem actriz francesa de ascendência portuguesa que vem a Lisboa pela primeira vez para rodar um filme baseado
nas «Lettres Portugaises», do escritor francês Gabriel Guilleragues.
«O filme retrata a descoberta da cidade de
Lisboa por parte da protagonista, que começa a sentir uma enorme fixação por uma freira que vai rezar, todas as noites, para
a capela da Nossa Senhora do Monte, na colina da Graça», revela Luís Urbano.
Sem desvendar pormenores, o produtor
adiantou ainda que a relação que Julie vai estabelecer com a freira suscitará nela um enorme sentimento de redenção, ao ponto
de «descobrir uma luz, que a fará substituir um amor mundano por um amor espiritual».
O realizador, Eugène Green,
que é também escritor e poeta, conta já com um vasto currículo: «Toutes les Nuits» (1999), «Le Nom du Feu» (2001), «Le Monde
Vivant» (2003), «Le Pont des Artes» (2004), «Les Signes» (2005) e «Correspondances» (2007).
Até à data, estão já
confirmados no Festival de Cinema de Locarno 19 filmes, entre os quais 14 obras em estreia e sete filmes de novos realizadores.
Está também agendado um tributo a Rolf Gérard e a exibição de filmes de manga (animação japonesa).
Veja o cartaz completo do Festival de Cinema de Locarno
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