O produtor Paulo Trancoso foi reeleito esta quinta-feira presidente da Academia Portuguesa de Cinema, com uma equipa que inclui a atriz Carla Chambel, os realizadores José Carlos Oliveira e Vicente Alves do Ó e a produtora Ana Sofia Major.

Na eleição para os órgãos sociais, a atriz e realizadora Inês de Medeiros, a diretora de casting Patrícia Vasconcelos e o realizador João Cayatte foram eleitos para a mesa da assembleia-geral.

Para o conselho fiscal foram eleitos o ator Miguel Monteiro e os produtores Maria do Carmo Moser e António Costa Valente.

A nova equipa será também apoiada por uma Comissão Consultiva com sete colégios de especialidade: Tony Costa lidera o de diretores de fotografia, Quintino Bastios, o de sonoplastas, Gonçalo Galvão Teles, o de argumentistas, Helena Batista, o de técnicos, Carmen Santos, o de atores, e Lauro António, o de realizadores.

A Academia Portuguesa de Cinema - ou Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas - é uma associação sem fins lucrativos, fundada em julho de 2011, cuja «principal missão é aproximar o cinema português do grande público e promover o cinema nacional no mundo», segundo comunicado da instituição.

«O seu objetivo é fomentar a criatividade e melhorar as competências dos profissionais de cinema, através de intercâmbios culturais, ações de formação, participação em festivais e organização de conferências», segundo a mesma fonte citada pela Lusa.

Em 2012, a Academia instituiu os Prémios Sophia que, à semelhança dos que existem dos seus congéneres Oscar, nos Estados Unidos, César, em França, Goya, em Espanha, e os Bafta no Reino Unido, «pretendem distinguir o melhor do cinema português, em 21 categorias entre as quais melhor filme, realizador, ator e atriz, banda sonora, fotografia, argumento original e adaptado, curta-metragem, documentário e filme estrangeiro».

Na edição de 2014 dos prémios, realizada no passado mês de outubro, Joaquim Leitão venceu o Prémio Sophia para Melhor Realizador, com o filme «Até amanhã camaradas», enquanto o Prémio de Melhor Filme foi para «A última vez que vi Macau», de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata.

Os protagonistas do filme de Catarina Ruivo «Em segunda mão», Rita Durão e Pedro Hestnes - este, a título póstumo -, obtiveram os prémios para Melhor Atriz e Melhor Ator.

Para candidato às nomeações para o Óscar 2015, de Melhor Filme Estrangeiro, a Academia Portuguesa de Cinema indicou o filme «E Agora? Lembra-me», de Joaquim Pinto e Nuno Leonel.