Dois investigadores britânicos decidiram analisar a quantidade de álcool que o personagem James Bond consome ao longo dos 14 livros dedicados à sua figura. As conclusões revelam que o agente secreto pode ser alcoólico e pode morrer, de danos no fígado, aos 56 anos.

O estudo liderado por Graham Johnson, publicado na edição de natal do «British Medical Journal», revela que o "007" consome cerca de 92 unidades de álcool por semana, quatro vezes o recomendado pelos médicos. No entanto, estudos mostram que a maioria das pessoas pensa beber 30% menos do que realmente bebe, o que quer dizer que a dose final pode ser ainda maior.

Significa isto que a maioria das pessoas, se bebesse o que o agente secreto aparenta beber, não seriam capazes de realizar certas tarefas complicadas como conduzir a alta velocidade ou desativar uma bomba, pelo menos com estas quantidades de álcool no sangue. Estará explicado o acidente de viação em «Casino Royale», já que «Bond» tinha bebido o equivalente a 39 doses antes de se sentar ao volante.

Segundo a CNN, considera-se uma dose, no Reino unido, um total de 10 mililitros, ou 8 gramas de etanol puro, o que significa que uma garrafa de vinho equivale a 9 unidades.

Uma pessoa que bebesse cerca de 60 doses por dia, como o agente chega a consumir, estaria em risco de depressão, hipertensão, danos no fígado, tremores e disfunção sexual. Este último não compatível com o que se «observa» quando 007 se deita com uma «Bondgirl».

No entanto, a maioria dos fãs deve saber que a bebida de eleição de «Bond» é outra. Os seus Martinis, «batidos, não mexidos», têm mais álcool que o vinho, e Bond chega a beber 50 unidades num só dia no «From Russia with Love».

Em 124 dias, o agente "007" só não bebeu em 36, devido a hospitalizações ou prisão. O que leva os dois investigadores a considera-lo um alcoólico quase certo.



«Nós aconselhamos (...) uma redução do álcool para níveis seguros», escreveram os autores do estudo.

Ian Fleming, o autor dos livros de James Bond, morreu justamente aos 56 anos após uma doença cardíaca provocada por excesso de álcool e tabaco. Para os autores, «Bond», poderá ter o mesmo destino.

«Nós suspeitamos que a esperança de vida de Bond seja similar», escreveram.