Um novo implante cerebral está a revolucionar a tecnologia. O aparelho pode ser injetado diretamente no cérebro, através de uma injeção, não necessitando de cirurgia e reduzindo a possibilidade de danos no cérebro.

Até agora, a aplicação dos dispositivos - que er am feitos em metal - era perigosa e envolvia cirurgia. O material dos dispositivos fazia com que o corpo reagisse à introdução de um objeto estranho e cicatrizasse à volta dele, o que podia causar danos no cérebro e a perda de funções importantes.

Para combater estes efeitos negativos, um novo e minúsculo implante foi criado, podendo ser aplicado com uma seringa, sem necessitar qualquer cirurgia. O implante é moldado como uma malha que imita a estrutura conectada da rede neuronal e os materiais com que é feito tornam-no menos propício à rejeição pelo organismo.

A invenção foi descrita no jornal "Nature Nanotechnology", onde os investigadores afirmaram ter conseguido injetar o implante no cérebro de um rato de laboratório, através de um orifício pequeno no crânio, e mediram a sua atividade cerebral. Cinco semanas depois da injeção, não houve registo de cicatrização no cérebro.

“Se olharmos para a tecnologia dos implantes ao longo dos últimos 10 ou 20 anos, todos têm o mesmo problema. Por criarem cicatrizes no tecido cerebral, não são estáveis ao longo do tempo”, afirma Charles Lieber, autor do estudo.


O implante mede 1 centímetro e meio e é maleável, cabendo numa seringa com menos de um milímetro de largura. Depois de ser injetado no cérebro, o dispositivo desdobra-se e retoma ao seu tamanho original. O implante pode ser monitorizado através de um computador, estimulando os neurónios individualmente.

“Já vamos em três meses de estudo e ainda não houve qualquer mudança na resposta nem no comportamento na leitura da máquina, ao contrário de outros dispositivos que perdem a ligação devido à criação de tecido cicatrizado em redor do implante”.


Esta tecnologia pode ser uma melhor opção para pessoas com doenças como Parkinson, que têm a necessidade de colocar implantes cerebrais de longa duração.

Os implantes cerebrais têm tido uma crescente utilização na medicina. Em maio foi noticiado que um implante permitiu que um homem paralisado conseguisse beber de um copo, usando um braço robótico. Recentemente, foram também usados para que possas cegas e surdas conseguissem ver e ouvir. No futuro, estes dispositivos vão poder melhorar os sentidos, ajudando a melhorar a atenção e o humor, assim como a capacidade de reter informação e aprender mais depressa.