[Notícia actualizada]

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Faria de Oliveira, avançou esta quarta-feira que o banco de Fomento, que resulta da parceria entre a CGD e a Sonangol, vai ter uma presidência executiva rotativa, sendo que deverá arrancar já no segundo semestre deste ano.

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Apesar de se escusar a adiantar o nome definitivo da instituição financeira, Faria de Oliveira, revelou aos jornalistas que «a presidência executiva no primeiro mandato cabe à Sonangol, sendo que a presidência do conselho de administração ficará a cargo de um administrador designado pela CGD», disse em São Bento, à margem da assinatura dos acordos entre Portugal e Angola, nos domínios da economia e educação.

Faria de Oliveira disse ainda que esta instituição de fomento é importante não só porque vem dar uma ajuda importante à economia angolana, mas também porque vem assegurar a participação das empresas portuguesas em vários projectos. «Logo, é um projecto de interesse para os dois países. É um banco com uma significativa dimensão e seguramente todas as empresas vão beneficiar», disse, antes de frisar que «não haverá distinção entre empresas públicas e privadas» que queiram participar neste projecto.

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«Só vai arrancar no segundo semestre deste ano e vai ter instalações em Luanda e uma filial em Lisboa. Vai ainda permitir criar vários postos de trabalho», sustentou o mesmo responsável.

Já o presidente da Sonangol, Manuel Vicente, referiu que a gestão será feita em mandatos de três anos, sendo que o grande objectivo do banco passa por «apoiar o desenvolvimento de projectos de infra-estruturas, industriais e agrícolas» em Angola.

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Manuel Vicente adiantou ainda que, no quadro das parcerias estratégicas, a criação de um banco desta dimensão «não traz riscos, apenas ganhos».