A presidente do CDS/PP, Assunção Cristas, acusou o PCP e o Bloco de Esquerda de cobardia política, desafiando-os a levar a votos o Programa de Estabilidade para clarificarem se estão ou não com o Governo socialista.

Seria positivo que os outros partidos assumissem a sua responsabilidade, não se escondessem atrás do manto de cobardia política e pudessem dizer de facto como e em que circunstâncias é que estão com o Governo”, afirmou Assunção Cristas.

Em causa está a proposta do CDS-PP para que o Programa de Estabilidade, que é discutido esta quarta-feira no Parlamento, “seja levado a votos”, já que para os centristas se trata de “um programa que faz mal ao país”, levando-o por uma caminho que não é o “da criação de emprego, da confiança e do crescimento da economia”

O CDS, garantiu, não vai recuar na proposta de que o programa seja escrutinado, mesmo que “cada partido tenha a sua estratégia” e os centristas não possam contar com o apoio do anterior parceiro de coligação, o PSD.

Já o Governo, acrescentou, “não quer submeter o programa a votação por ter parceiros como o PCP e o BE que o apoiam para a parte boa”, mas, “quando há decisões mais controversas preferem ficar de fora”.

Uma posição que Cristas considera demonstrar não haver “segurança, confiança e suficiente solidariedade” para clarificar quem “está ou não com o Governo” que, concluiu, “com estas companhias se arriscava a ver chumbado o Programa de Estabilidade”, como reporta a Lusa. 

O CDS-PP apresentou na sexta-feira um projeto de resolução que recomenda ao Governo que submeta a votação os Programas de Estabilidade e Nacional de Reformas e que proceda à revisão dos dois documentos.

Assunção Cristas falava em Alcobaça à margem de uma visita à empresa Goanvi, uma central de engarrafamento que terminou 2015 com um volume de negócios na ordem dos 20 milhões de euros e que exporta cerca de 80% da sua produção.

A visita antecedeu a inauguração da nova sede do CDS em Alcobaça onde o partido elegeu nas últimas eleições autárquicas um vereador.