O Presidente da República sublinhou esta quinta-feira o «sentido de responsabilidade» do PSD, PS e CDS-PP nas negociações para o compromisso de «salvação nacional», mas alertou para existência de adversários que tudo farão para evitar a concretização do acordo.

«Existem adversários do acordo do compromisso de salvação nacional, os senhores sabem muito bem isso, e que tudo farão para que ele não se concretize e que não irão olhar a meios para que ele não se concretize», afirmou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas nas Ilhas Selvagens, na Madeira.

O Presidente da República relevou ainda que foram os partidos que fixaram o prazo de uma semana para as negociações para o compromisso de «salvação nacional» e admitiu não ter garantia sobre a existência de um acordo no final.

«Continuo a confiar no sentido de responsabilidade dos partidos políticos, mas não tenho nenhuma garantia, como é óbvio, de que no final haverá acordo, não tenho, de forma nenhuma, mas quase que tenho a certeza que todos os partidos estão convencidos, embora alguns não queiram dizer, que esta é claramente a solução que melhor serve os interesses de Portugal», realçou.

O Presidente da República disse também identificar-se totalmente com o apelo da UGT e dos parceiros sociais para a rápida concretização do acordo de «salvação nacional», sublinhando que são eles que criam empregos em Portugal.

«Estou totalmente identificado com a declaração que foi produzida pela UGT, pela Confederação dos Agricultores de Portugal, pela Confederação da Indústria, pela Confederação do Turismo, pela Confederação do Comércio, em que esse parceiros sociais dirigem um veemente apelo aos partidos que estão a negociar para que coloquem de lado os interesses partidários, estejam à altura do momento e que tão rapidamente quanto possível cheguem a um acordo de salvação nacional», concluiu.