"Na política, respondemos pela vida das pessoas e respondemos com verdade e chamamos os nomes às coisas", afirmou Catarina Martins, frisando que são necessárias políticas que tratem com dignidade as pessoas, sendo que essa mesma dignidade "começa numa democracia a sério, onde se fale a verdade e onde as palavras têm significado".


"Durante estes anos, foram cortados os rendimentos de quem menos tem. Passos Coelho mente quando diz o contrário. Durante estes anos, aumentou-se a taxa do IVA. Passos Coelho mente quando diz o contrário. Durante estes anos, o Governo apelou à emigração. Passos Coelho mente quando diz o contrário", criticou Catarina Martins, referindo-se ao primeiro-ministro como uma "espécie de Alice no País das Maravilhas que pode dizer que as palavras ganharam novo significado".




"Não andamos aqui a tomar chá e a fazer de conta que é possível que todas as palavras tenham significados vários e sorrirmos todos como se tudo isto fosse uma mera troca de galhardetes", asseverou, defendendo que são necessárias soluções que devolvam rendimento "a quem mais o perdeu" e que permitam uma "economia com emprego".


"Somos solidários com os gregos e com as gregas, porque defendemos intransigentemente a democracia e a dignidade", salientou.