O ex-administrador da SLN, Manuel Dias Loureiro, disse esta quinta-feira que na próxima ida à Assembleia da República vai dar mais esclarecimentos sobre o envolvimento no fundo Excellence Assets, depois de contradições com o depoimento de um antigo administrador do fundo.

Comissão aprova segunda audição de Dias Loureiro

Na quarta-feira a Comissão Parlamentar de Inquérito ao Banco Português de Negócios (BPN) confrontou António Coutinho Rebelo (antigo administrador do Excellence Assets) com um acordo assinado por Dias Loureiro que punha fim à participação do fundo na empresa Biometrics, de Porto Rico, escreve a Lusa.

No acordo de cessação, Dias Loureiro assume a representação do fundo Excellence Assets Fund (que na altura detinha 25 por cento da Biometrics), da própria SLN, da Newtech Strategic Holdings e da NovaTech Technology Corporation, igualmente do universo SLN.

Dias Loureiro ganha 7,1 milhões no BPN

«Se Dias Loureiro assumiu [a representação do Excellence] não foi porque o conselho de administração do Excellence Assets Fund tenha feito um mandato escrito para que Dias Loureiro assumisse essa representação», disse Coutinho Rebelo, acrescentando que «essa iniciativa foi uma autodeterminação de Dias Loureiro».

Dias Loureiro evitou, esta quinta-feira, comentar as declarações de Coutinho Rebelo, afirmando querer esperar pela sua segunda ida à Comissão Parlamentar de inquérito, que já foi aprovada pelos deputados mas que ainda não tem data marcada.

«Fui eu que pedi para ir à Assembleia da República. Não quero falar antes de ir ao Parlamento», disse o ex-administrador da SLN.

O negócio com a tecnológica porto-riquenha Biometrics saldou-se em prejuízos de pelo menos 38 milhões de dólares, admitiu Dias Loureiro quando foi ouvido pela primeira vez na Comissão Parlamentar, tendo sido classificado posteriormente como «um negócio ruinoso» para a SLN.