Foi um início de ano atribulado nos mercados bolsistas, mais uma vez por causa de uma forte queda da bolsa na China. O índice CSI 300 caía mais de 7% quando as autoridades resolveram suspender a negociação. A queda foi provocada pela divulgação de um abrandamento, pelo décimo mês consecutivo, da atividade industrial chinesa, e arrastou todos os mercados mundiais.

No Japão, o índice Nikkei recuou 3% e a onda negativa varreu a Europa, no primeiro dia de negociação do novo ano. Frankfurt liderou as perdas, com uma queda de 4,28%, seguida de Milão (3,2%), Paris (2,47%) e Madrid (2,42%).

O aumento de tensão no Médio Oriente, entre os países da península arábica (Arábia Saudita e aliados) e o Irão, provocou não só a subida dos preços do petróleo, como também exerceu presssão sobre as bolsas.
 

Lisboa desvaloriza 1,54%


A Bolsa de Lisboa foi a que menos caíu na Europa esta segunda-feira, limitando as perdas a pouco mais de 1,5%, por causa da forte valorização dos títulos do BPI.

Os títulos mais expostos aos mercados internacionais foram os que mais desvalorizaram, com destaque para a EDP (recuo de 4,095%), Galp (queda de 3,172%) e Jerónimo Martins (3,001%).

O BPI ganhou 6,324% no dia em que reagiu à oferta feita pela Unitel, participada de Isabel dos Santos,  por 10% do capital do BFA, banco angolabno que é controlado pelo BPI. A oferta vale 140 milhões de euros e, de acordo com a Unitel, é válida durante este mês, pressionando assim o BPI a resolver o problema da cisão dos ativos africanos, imposta pelo Banco Central Europeu.