O Bloco de Esquerda considera que a substituição de três secretários de Estado significa a manutenção da política do Governo e não tira a consequência devida da mais recente decisão do Tribunal Constitucional.

Em declarações à agência Lusa, o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, sustentou que «esta remodelação antecipada há vários dias parece ter como mote a decisão do Tribunal Constitucional e as consequências que isso teve, em particular, para Hélder Rosalino», que hoje deixou o cargo de secretário de Estado da Administração Pública.

Contudo, segundo Pedro Filipe Soares, a mudança de secretários de Estado hoje realizada «mantém a mesma política de austeridade» e «não tira a consequência devida da decisão do Tribunal Constitucional» de declarar inconstitucionais os cortes nas pensões pagas pela Caixa Geral de Aposentações.

O deputado e dirigente do BE referiu-se aos novos secretários de Estado hoje empossados, José Maria Teixeira Leite Martins, João Almeida e António Manuel da Costa Moura, como «pessoas implicadas na política atual, umas mais do que outras» e «muito próximas do Governo».

Alegando que «o país anseia por outras políticas», Pedro Filipe Soares reiterou que «esta remodelação não traz nenhuma alteração profunda, quer ao Governo, quer à política em cima da mesa».