O Bloco de Esquerda (BE) afirmou que Portugal está hoje, por comparação com 2011, com mais dívida e menos Produto Interno Bruto (PIB), com o primeiro-ministro a responder que o país está a sair do «período crítico da crise em matéria de confiança na dívida pública».

«Se houve algum oxigénio [na economia], não foi o seu Governo que o deu. Tem um nome: Tribunal Constitucional. Tem um nome: recuperação dos subsídios», disse a coordenadora e deputada do Bloco, Catarina Martins, dirigindo-se a Pedro Passos Coelho no parlamento.

No debate quinzenal desta sexta-feira, a parlamentar do Bloco advertiu que comparando com 2011, quando o país pediu ajuda externa, Portugal está pior: «Em 2011, o PIB caiu 1,2% e a dívida pública estava em 107% do PIB. Chegamos a 2013 e o PIB caiu 1,4% e a dívida pública está em 130%.

Mais dívida, menos PIB. O buraco está mais fundo», declarou Catarina Martins.

«Como é que ter afundado o país num buraco ainda maior do que aquele em que estávamos em 2011 pode ser um caso de sucesso?», interrogou a bloquista ao primeiro-ministro.

Na resposta, Passos Coelho declarou que a crise mostrou que Portugal «é menos rico do que supunha».

«Durante muito tempo houve uma certa ilusão de crescimento e riqueza que desapareceu mal a fatura apareceu para pagar», assinalou o governante, demonstrando confiança no atingir de um período de «maior normalidade» no mercado para «emissões a longo prazo» de dívida soberana.

O primeiro-ministro enalteceu ainda a recuperação da procura interna feita «não à custa de crédito fácil, mas à custa da própria poupança».