O ex-administrador do BPN, Armando Pinto, garantiu que não tinha conhecimento das contas de investimento do banco mas admitiu que envolviam irregularidades.

«Não faço ideia dos mecanismos das contas de investimento, só ouvi falar», disse na Comissão Parlamentar da Inquérito do BPN, em resposta a deputados, alegando que nem sequer tinha acesso ás informações do sistema informático do banco, escreve a Lusa.

Soube entretanto, que havia défice nessas contas porque as aplicações não garantiram o rendimento prometido.

«Quando se garante uma taxa de rendimento é preciso pagá-la», disse acrescentado que não sabia como e onde é que se ia buscar o dinheiro para colmatar a diferença.

Só depois da saída de Oliveira e Costa da Presidência do banco é que este administrador teve conhecimento desta matéria e de outras, e teve de «perder as estribeiras» e acusar alguns de irresponsabilidade e de porem em causa a credibilidade do banco.

«E só então é que percebi que podia ter problemas com a CMVM», afirmou, acrescentando que «todos os dias havia coisas novas».

«Essa foi a altura das revelações», disse Armando Pinto, acrescentando que estas contas de investimento foram colocadas na rede e que duvidava que na própria rede se percebesse como funcionavam.

«Sei agora que era uma matéria que envolvia irregularidades», afirmou Armando Pinto, que trabalha no BPN há 20 anos, integrou o Conselho de Administração durante cinco anos e retomou as suas anteriores funções de director jurídico.