O Banco de Portugal estima que a economia vai crescer 2,5% por cento este ano, mantendo nestas projeções de outubro a estimativa que tinha feito em junho.

No entanto, apesar do forte crescimento de quase 3% na primeira metade do ano o ritmo desacelera para apenas 2% no segundo semestre.

A explicação está nas exportações que crescem menos do que o previsto. A entidade liderada por Carlos Costa prevê agora que aumentem  7,1% e não 9,6 como antecipou antes.

O investimento avança, mas o banco central faz uma revisão em baixa de oito décimas, esperando agora um aumento de 8%

O consumo privado cresce, mas apenas 1,9%, bastante abaixo do que antes era antecipado (2,3%). Logo a seguir à crise aguda. os portugueses foram às compras, mas nesta altura já abrandaram o ritmo de consumo de bens duradouros como é o caso das aquisições de automóveis.

Isto apesar de haver melhoras evidentes no mercado de trabalho face à perspetiva de há uns meses. O Banco de Portugal prevê que o desemprego caia para 9%, no conjunto do ano, melhor do que os 9,4% projetados em junho. Aliás, a taxa já está abaixo desse valor, pela primeira vez em nove anos, segundo os dados do INE de agosto. A ver vamos como ficará o balanço ao final do ano.

Quanto ao emprego, a estimativa é que cresça 3,1% no conjunto de 2017 (e não 2,4%). O supervisor da banca fala memso numa "aceleração pronunciada do emprego". 

Tudo junto, a economia dá sinais robustos e sustentáveis, com pontuação acima da média da zona euro.

O turismo é um dos setores mais dinâmicos a nível mundial e, nos últimos anos, Portugal tem-se destacado entre os países europeus.

Um problema difícil de inverter continua a ser a baixa produtividade dos portugueses e a explicação deverá estar no fraco investimenyo das empresas em máquinas e equipamento.

Na semana passada, foi a vez do Conselho de Finanças Públicas dovulgar projeções, essas mais otimistas, para o crescimento da economia: 2,7% este ano.

Estas  duas entidades estão mais otimistas do que o próprio Governo que, no Programa de Estabilidade 2017-2021, tem inscrita uma previsão de 1,8% para a criação de riqueza no país. Apesar disso, no verão, o ministro das Finanças já admitia que no conjunto do ano o PIB venha a aumentar pelo menos 2%.