O ritmo de abertura de contas no recém-criado banco CTT está a exceder as expetativas, disse o presidente executivo dos CTT, Francisco Lacerda, frisando que vê sinais de atração dos portugueses pelo novo banco postal, que vai começar a vender crédito à habitação no final de 2016 ou início de 2017.

O banco CTT, cujo breakeven – ponto de equilíbrio das contas em que o negócio deixa de perder dinheiro e passa a ganhar - é estimado para o terceiro ano de operação, apresentou um prejuízo de 9,5 milhões de euros no primeiro semestre de 2016, terminando o mês de Junho com 56 milhões captados em depósitos e 20.200 contas abertas.

"A abertura de contas está a exceder o nosso plano. A atração que os portugueses têm tido pelo Banco CTT é muito positiva", disse Francisco Lacerda, num debate promovido pela Associação para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

"O crescimento do crédito ao consumo nessa parceria com a Cetelem vai ser uma realidade já nos números até ao fim do ano. Lançaremos o crédito à habitação no fim deste ano, princípio do próximo", acrescentou.

Esta semana as ações dos CTT caíram para mínimos de quase três anos, com os analistas a culparem o desafiante contexto do recém-criado banco postal, como um elemento que está a retirar o foco dos negócios 'core' de correio tradicional e expresso, ameaçados por crescentes pressões competitivas.