O diagnóstico vem do presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB): Portugal tem «três crises à vista».

Segundo João Salgueiro, além da financeira, há a crise de reconfiguração da economia mundial e uma outra «se não tivermos em atenção a competitividade externa».

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No debate «A Crise Económica e Financeira: que saídas?», que decorre esta sexta-feira em Lisboa, o porta-voz da APB explica que a actual crise é sistémica, ou seja, «é difícil de dizer que foi uma surpresa».

Nos Estados Unidos, a turbulência financeira dos últimos meses, com o ponto alto a apontar para a falência do Lehman Brothers, gerou falta de confiança «como um castelo de cartas». Algo que, no entender de João Salgueiro, é um reflexo de que já existiam maus sinais.

«É necessário que as políticas sejam adoptadas com determinação e durante os últimos anos tivemos alertas de que esta crise ia chegar», disse no mesmo encontro.

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos aponta para o «ambiente difícil» que se vai viver nos próximos tempos e que as soluções, embora não sejam as «práticas mais viáveis», passarão por manter o diferencial de competitividade, o proteccionismo e a adopção do modelo social asiático.

«Dar mais atenção aos produtos transaccionáveis e manter o emprego com a menor despesa possível são duas soluções para sair da crise», alertou João Salgueiro.