O construtor de automóveis alemão BMW admitiu esta quarta-feira que venderá este ano menos do que em 2008, em que transaccionou 1,4 milhões de veículos das marcas BMW, Mini e Rolls-Royce, e teve uma quebra de 90 por cento nos lucros.

Os ganhos da BMW ficaram pelos 330 milhões de euros, depois de no período homólogo anterior terem atingido os três mil milhões de euros, anunciou esta quarta-feira, em Munique, o presidente executivo (CEO), Norbert Reithofer.

O mesmo responsável escusou-se a fazer um prognóstico para 2009, adiantando apenas que se esperam quebras entre 10 e 20 por cento em todo o mercado automóvel, e que só em 2010 deverá haver recuperação económica.

Reithofer sublinhou, no entanto, que a BMW «tem uma base financeira sólida», e uma liquidez de 8,1 mil milhões de euros em 2008, apesar da crise.

O presidente executivo proclamou, simultaneamente, que o lema da BMW para os próximos tempos será poupar.

Até 2012, haverá uma redução de custos de material da ordem dos quatro mil milhões de euros.

Os rendimentos anuais dos gestores serão também reduzidos em 40 por cento, anunciou Reithofer.

Para o presidente executivo, tal significará um corte de rendimentos de 2,27 milhões para 3,75 milhões de euros, já em 2009.

Em Abril e Maio voltará também a haver «lay-off» para cerca de 23 mil trabalhadores nas principais unidades de produção na Alemanha (Dingolfing e Regensburg), acrescentou o CEO.

Assim, prevê-se que no final do ano todos os trabalhadores efectivos da BMW tenham rendimentos 10 por cento inferiores a 2008. «Cash ist King (O dinheiro é rei), vamos guardar o nosso dinheiro», disse Reithofer aos jornalistas.

Já antes de eclodir a crise financeira, a BMW procedeu a uma redução de quatro mil postos de trabalho, através de acordos de rescisão, e anulou também seis mil contratos a prazo na Alemanha.