O Facebook anunciou esta segunda-feira que não vai permitir que a rede social seja usada para promover o terrorismo ou os discursos de ódio. As novas regras fazem parte de uma atualização das normas da comunidade.

O novo documento deixa claro que o Facebook não permitirá a presença de grupos que defendam a «atividade terrorista, o crime organizado e a promoção do ódio». Apoio a líderes ou a atividades de organizações criminais passam, por isso, a ser atitudes não toleradas.

Com a nova atualização, o Facebook vai apagar imagens que sejam partilhadas por «prazer sádico ou para celebrar a violência».

A nudez também vai ser banida, com exceção de imagens de amamentação, de arte ou discussões de condições clínicas.

As novas regras obrigam ainda os utilizadores a usarem o nome verdadeiro na conta da rede social.

Os responsáveis do Facebook garantem que as novas regras «são desenhadas para criar um ambiente onde as pessoas se sintam motivadas para tratar os outros com igualdade e respeito».

A empresa de Mark Zuckerberg compromete-se a remover conteúdo, a desativar contas e a cooperar com as autoridades, quando «existir risco de ofensas físicas ou ameaças claras à segurança pública».

Os responsáveis lembram que, apesar de a rede social sempre ter banido os discursos de ódio, as novas atualizações reforçam o afastamento da comunidade de linguagem abusiva.

As novas medidas surgem num momento em que as redes sociais estão cada vez mais ligadas ao extremismo e à violência.