O ritmo da recuperação na maioria das economias desenvolvidas melhorou no segundo trimestre do ano e o crescimento deverá manter-se no segundo semestre, mas o crescimento global é débil e os riscos mantêm-se, avisa a OCDE.

A atividade económica está a expandir-se a um ritmo «encorajador» na América do Norte, Japão e Reino Unido, enquanto a zona euro, no seu conjunto, já saiu da recessão, sublinha ainda a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, na avaliação económica intercalar.

A OCDE estima que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos tenha crescido no segundo trimestre do ano 2,7%, face a igual período de 2012, e depois de um crescimento homólogo de 2,5% nos primeiros três meses do ano.

A China, com crescimento um homólogo de 7,2% e 8,1% respetivamente no primeiro e segundo trimestre, Japão (2,6% e 2,4%), Alemanha (2,3% e 2,4%), França (1,4% e 1,6%) e Reino Unido (3,7% e 3,2%) são outras locomotivas do crescimento global.

O crescimento no segundo trimestre nas economias desenvolvidas foi mais forte do que o esperado. Os Estados Unidos continuam a recuperar, apesar dos desafios colocados pela consolidação orçamental, e a economia nipónica recuperou no primeiro semestre em reação a políticas mais expansionistas.

O PIB da zona euro voltou ao verde, depois de um período excecionalmente débil no final de 2012 e no primeiro trimestre deste ano, colocando um ponto final a seis meses de contração, ainda que vários países do euro permaneçam em recessão.

A economia britânica manteve um desempenho assinalável entre janeiro e junho deste ano.

Em contrapartida, o crescimento abrandou na maior parte das economias emergentes, o que afeta o crescimento global, ainda que sem impedir a retoma nas economias mais avançadas, pontua o relatório.

A OCDE acrescenta que não se encontra ainda estabelecida uma recuperação sustentada da economia em termos globais, assim como se mantêm vários riscos importantes.

A organização sublinha que é ainda necessário continuar a apoiar a procura, inclusive através de políticas monetárias não convencionais, para evitar que o crescimento estagne.

Tanto as economias emergentes com as mais desenvolvidas enfrentam o desafio colocado pela descida das exportações, pelo que as reformas para estimular o crescimento, reequilibrar a economia mundial e reduzir os impedimentos estruturais à criação de emprego continuam a ser fundamentais, sublinha a OCDE.