A presidente do CDS, Assunção Cristas, defendeu este sábado um “consenso alargado” junto de todos os partidos e dos parceiros sociais nas políticas de apoio à família e à natalidade.

O que posso dizer é que trabalharemos ativamente para colocar na agenda política aquilo que na nossa perspetiva são questões relevantes para os portugueses. A questão da natalidade, do apoio às famílias é muito relevante, é estrutural e entendemos que deve reunir um consenso alargado entre os vários partidos e também junto dos parceiros sociais”, disse Assunção Cristas.

A líder do CDS falava aos jornalistas em Ponta Delgada, nos Açores, onde esteve este sábado nas festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres e tem um jantar com militantes do partido, depois de ser questionada sobre as declarações do primeiro-ministro, António Costa.

O chefe do Governo reagiu com a expressão "é a vida" após ser confrontado com afirmações do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, que afastou a possibilidade de consensos a curto prazo com o Governo socialista.

Em entrevista ao jornal Sol, Pedro Passos Coelho recusou a hipótese de consensos com o executivo socialista, apesar dos apelos nesse sentido do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Assunção Cristas adiantou que na próxima semana está previsto o primeiro agendamento potestativo do CDS na Assembleia da República sobre políticas de apoio à família e à natalidade, que considerou um “problema estruturante” do país.

“Aproveitei para no debate quinzenal perguntar ao primeiro-ministro se apoiava essas medidas e essas políticas – o Governo já riscou e reverteu uma muito importante que era o quociente familiar -, mas perguntei-lhe se à parte disso estava disponível para vir ao encontro das propostas do CDS. Há grupos parlamentares que sei que o farão, do Partido Socialista ainda não ouvimos nada neste momento”, destacou.

A dirigente centrista adiantou que o partido apresentou “25 projetos, entre projetos de lei e projetos de resolução”, trabalho feito com “muito afinco”.

Assunção Cristas está esperançada que tal possa “ser reconhecido e ser também um mote para que outros partidos tragam outros projetos para serem discutidos em conjunto” e gerar-se um “consenso muito alargado”.

“Gostaria de haver um afinco por parte de quem considera que é relevante olhar para o país a médio e a longo prazo e não num curtíssimo prazo”, declarou, acusando o Governo e o Partido Socialista de olharem “para o país num curtíssimo prazo”, ao qual “estão a fazer mal”.