Ataque contra polícias em Paris

Um polícia morto e dois feridos por atacante, que acabou abatido pelas autoridades, e já tinha sido detido, em fevereiro, precisamente por ameaças à polícia. Alegado segundo suspeito entrega-se na Bélgica
21 Abril 2017
15:33

Encerramos aqui este Ao Minuto do ataque em Paris. Acompanhe todas as notícias relevantes sobre este ataque no site da TVI24.

15:31

O que se sabe até agora

Até agora, estas são as informações mais relevantes sobre o ataque em Paris: 

- Um atirador disparou contra agentes da polícia nos Campos Elísios na quinta-feira à noite. Um polícia morreu e dois ficaram feridos. O atirador foi abatido;

- O Estado Islâmico reivindicou o ataque ainda na quinta-feira à noite;

- Apesar da identidade do atirador não ter sido ainda confirmada oficialmente, o jornal Le Monde adianta que se trata de Karim Cheurfi, 39 anos, que era conhecido das autoridades. Foi acusado de três tentativas de homicídio e apanhou 15 anos de cadeia, em 2005, tendo cumprido dez. Estava referenciado pelos serviços secretos desde fevereiro deste ano e era considerado "extremamente perigoso";

- Foi encontrado um documento nos Campos Elísios, que revela a ligação do atirador ao Estado Islâmico;

- Foram feitas buscas à casa do suspeito, em Seine-et-Marne. Segundo o Le Monde, foram encontrados elementos que sugerem a sua "radicalização";

- Pelo menos três familiares do atirador foram detidos;

- O segundo suspeito que se entregou na Bélgica, por ter visto imagens suas nas redes sociais, não está afinal ligado ao ataque.

13:53

Moradas das forças de segurança encontradas no carro do suspeito

Endereços da Direção Geral de Segurança Interna e da polícia de Lagny foram encontrados no carro do suspeito, confirmou policial ao jornal "Le Figaro".

 

13:30

Nota junto ao corpo de atirador

Uma fonte judicial francesa disse à agência Reuters que foi encontrada uma nota escrita a defender o Estado Islâmico junto ao corpo do atirador de Paris.

12:22
12:09

Encontrado documento junto ao atirador que prova simpatia pelo Estado Islâmico

 

12:03

Ponto de situação

O que já se sabe sobre o ataque a dias das eleições e sobre o atirador:

- Apesar da identidade não ser oficialmente conhecida, o jornal Le Monde adianta tratar-se de Karim Cheurfi, 39 anos, conhecido das autoridades por delitos comuns desde 1996. Era "extremamente perigoso", segundo se lê no artigo do diário francês;

- Foi acusado de três tentativas de homicídio. Apanhou 15 anos de cadeia, mas esteve preso apenas dez.

- Duas fontes disseram à AFP que o suspeito foi detido em fevereiro por ter ameaçado a polícia;

- Constava no radar antiterrorismo desde essa altura, mas não tinha ficha S, ou seja, não era considerado uma ameaça à segurança nacional;

- O suspeito foi abatido ainda ontem pela polícia, mas autoridades recusam-se a revelar a sua identidade até perceberem se teve ou não cúmplices;

- Foi encontrado um documento junto ao atirador, que prova a sua simpatia pelo Estado Islâmico. 

- Foram feitas buscas à casa do suspeito, em Seine-et-Marne. Foram encontrados "elementos de radicalização";

- Pelo menos três familiares seus foram detidos;

- O segundo suspeito que se entregou na Bélgica, por ter visto imagens suas nos média, não está afinal ligado ao ataque;

- Estado Islâmico reivindicou ataque ainda na quinta-feira à noite

- Marine Le Pen, François Fillon e Emmanuel Macron cancelaram as últimas ações de campanha. Mas não deixaram de intervir publicamente. A candidata da extrema-direita quer, inclusive, a expulsão imediata de estrangeiros nas listas do Serviço de Inteligência. 

- Primeiro-ministro acusa Le Pen e Fillon de aproveitamento político.

 

 

11:51

Primeiro-ministro francês acusa Le Pen e Fillon de aproveitamento político

"Nenhuma informação pode associar o que se passou ontem com a imigração e o asilo", diz Bernard Cazeneuve. 

Acusa a candidata da extrema-direita Marine Le Pen de estar a ser "oportunista, com desprezo pela verdade", ao querer a expulsão imediata de estrangeiros nas listas dos Serviços de Inteligência.

Puxa também as orelhas ao republicano François Fillon por estar, diz, a pôr em causa o acordo de Shengen (que prevê fronteiras abertas e livre circulação de pessoas), lembrando que "quando foi ministro nunca o defendeu".

Cazeneuve apela ainda à solidariedade, à responsabilidade e a uma postura de seriedade contra o ódio. 

11:48

Macron pede aos eleitores que não tenham medo

Candidato centrista às eleições presidenciais de domingo apela aos franceses a que não caiam no divisionismo nem se deixem intimidar, depois do ataque contra polícias ontem à noite. 

Promete ser "implacável" na proteção aos franceses, se for eleito. 

11:41

Aplicação do governo não emitiu qualquer alerta ontem

A aplicação SAIP, criada pelo governo francês para alertar a população em caso de atentado ou de algum outro grave acontecimento, não enviou qualquer alerta ontem à noite, a propósito do tiroteio nos Campos Elísios. 

O porta-voz do ministério do interior, Pierre-Henry Brandet, explicou à "France Info" que foi uma "escolha deliberada, a partir do momento em que a situação foi rapidamente controlada e o bairro bloqueado por um grande número de polícias", que constituíram um perímetro de segurança.

Lembrou também que outros canais de comunicação, designadamente as redes sociais, foram utilizados para avisar a população. 

11:39

Trump reage ao ataque

Presidente norte-americano acaba de reagir dizendo que o povo francês "não vai tolerar muito mais isto".  "Vai ter um grande efeito uma eleição presidencial!", que tem lugar no domingo.

11:29

Atacante era "extremamente perigoso" e com longo cadastro

Jornal "Le Monde" dedica um extenso artigo a Karim Cheurfi, um homem de 39 anos, que diz ser o autor do ataque contra os polícias. As autoridades, contudo, ainda não confirmaram a identidade do suspeito, que acabou abatido ainda ontem pela polícia. 

Segundo o "Le Monde", Karim Cheurfi era um homem "extremamente perigoso" e tinha um longo cadastro. 

Saiu da prisão há dois anos, não tinha ficha S, ou seja, não era considerado uma ameaça à segurança nacional. Recentemente tinha sido interrogado e detido por ameaçar polícias. 

Já foi acusado de três tentativas de assassinato. Em 2001,abriu fogo contra um polícia e seu irmão depois de uma perseguição em que seguia num carro roubadoQuando esteve sob custódia policial atacou outro polícia, roubou-lhe a arma e atirou sobre ele cinco vezes, ferindo-o gravemente -os pulmões, de acordo com o Le Parisien.
 

11:24

O plano de segurança para a 1ª volta das presidenciais

O primeiro-ministro Bernard Cazeneuve já afirmou que ninguém tem o direito de "bloquear este momento democrático fundamental" para França. O ato eleitoral é no domingo. A segurança vai ser ainda mais reforçada nesse dia:

- 50.000 polícias e gendarmes mobilizados para 67.000 locais de voto.

- Serão apoiados por 7.000 militares da operação Sentinela.

11:16
VÍDEO

Vídeo amador mostra momento do ataque nos Campos Elísios

Suspeito surpreendeu os elementos policiais que se encontravam em patrulha na famosa avenida em Paris. Utilizou uma arma automática para matar um dos agentes e acabou abatido quando tentava a fuga

21 abr, 00:11

Governo reúne-se com forças de segurança

11:07

Segundo suspeito que se entregou não está ligado ao ataque

Homem belga que era procurado pela polícia francesa entregou-se voluntariamente às autoridades, mas não tem ligação ao ataque contra os polícias nos Campos Elísios, em Paris, segundo a procuradoria belga.

"O homem que se entregou à polícia ontem à noite depois de ver a sua fotografia nos meios de comunicação", mas "ele não faz parte da investigação", cita a AP.

O procurador não quis revelar a sua identidade, mas indicou que está a ser ouvido noutro inquérito, relacionado com drogas e que tem um álibi para provar que não esteve em Paris na quinta-feira.

As autoridades desconhecem que haja algum combatente do Estado Islâmico com o nome Abou Youssef Al-Belgiiki. 

 

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Paris e toda a Europa enfrentam "barbárie" e "covardia", diz o governo francês

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Homenagem ao polícia morto, no Twitter

10:45

Manuel Valls: "Guerra contra terrorismo deve ser a prioridade"

Ex-primeiro-ministro exprimiu a sua "solidariedade" com as forças da ordem e os familiares do polícia que morreu.