O secretário-geral do PS defendeu na quarta-feira à noite que a política europeia seguida pelo Governo tem sido elogiada por Estados-membros como a Alemanha, sobretudo na questão dos refugiados, mas advertiu para a imprevisibilidade da conjuntura internacional.

Estas posições, de acordo com dirigentes socialistas, foram transmitidas por António Costa na Comissão Política Nacional do PS, que durou cerca de três horas e durante a qual fez duas curtas intervenções, a primeira a abrir e a segunda fechar a reunião.

António Costa fez um diagnóstico positivo sobre o percurso do Governo nos primeiros quatro meses de funções, mas procurou logo a seguir travar eventuais excessos de otimismo quando pediu aos socialistas "mobilização" e "atenção", salientando então que o horizonte de ação do executivo são quatro anos e não quatro meses e que a conjuntura internacional continua a ser marcada por uma elevada imprevisibilidade.

Na política europeia, o líder socialista considerou que o seu Governo está a seguir uma linha "pró-ativa" na resolução de alguns dos principais problemas e destacou o tema dos refugiados.

Neste ponto, sustentou que a disponibilidade que tem sido demonstrada por Portugal para acolher refugiados, contra a corrente de outros Estados-membros, tem merecido elogios de responsáveis das instituições europeias e de países como a Alemanha.

Uma linha "pró-ativa" que, ainda segundo Costa, reforça a credibilidade da posição de Portugal no contexto da União Europeia e que poderá ajudar o país em outros domínios em que se encontra numa posição mais delicada, caso da consolidação orçamental.

Perante da Comissão Política Nacional do PS, António Costa voltou a apresentar as principais linhas do Programa Nacional de Reformas, documento que estará em discussão pública em abril, antes de ser entregue em Bruxelas.

Já na intervenção final, segundo dirigentes socialistas, o secretário-geral do PS manifestou concordância com o teor de uma intervenção que antes fizera a deputada Helena Roseta sobre a necessidade urgente de atuação em matérias como legislação urbana e a habitação para se responder a fenómenos de pobreza.

Na reunião da Comissão Política do PS, a secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, falou principalmente sobre o processo de preparação do próximo congresso dos socialistas, que se realiza a 4 e 5 de junho.

Ana Catarina Mendes disse que, para esse congresso, serão convidados simpatizantes socialistas para participarem em debates temáticos.

"O nosso objetivo é que todos os militantes sintam fazer parte das tomadas de posição do partido", declarou Ana Catarina Mendes à agência Lusa.

Sobre a vida partidária, António Costa elogiou a forma como decorreram na semana passada os congressos federativos no seu partido.