«Agora, o que nós sabemos é que ou a Europa muda de política, ou a Europa perderá o apoio popular, esgotar-se-á e deixará de ser um fator de garantia da paz, da democracia»

não há qualquer possibilidade de aliviar ainda mais a dívida helénica

Sobre a derrota dos socialistas gregos do Pasok, que conseguiram apenas 5% dos votos nas eleições legislativas do passado domingo, na Grécia, António Costa garantiu que o mesmo não acontecerá em Portugal.

«A verdadeira e única lição que temos a retirar das eleições gregas é que o PS em Portugal não é nem será o PASOK, porque não estamos cá para servir as políticas que têm sido seguidas mas, pelo contrário, criar alternativa às políticas que têm sido seguidas»

«Este é um ano decisivo, onde mais uma vez PS é chamado a responder às grandes opções que temos pela frente». «Hoje, o grande desafio (...) é o desenvolvimento, a sério, com base na qualificação e não com a ideia tragicamente seguida por este governo de que era empobrecendo que podíamos desenvolver-nos», acrescentou.

Costa aludia, aqui, ao relatório do INE, divulgado na sexta-feira, indicando que o risco de pobreza continuou a aumentar em 2013 (o Governo de Passos Coelho tomou posse em 2011) e que afeta já dois milhões de portugueses

O líder do PS fez ainda questão de recordar, no seu discurso de abertura da comissão nacional do PS, a primeira desde que o congresso deu a liderança a António Costa, que amanhã, domingo, «há uma data pouco conhecida, mas que é simbolicamente muito importante para o Partido Socialista: faz 40 anos que o PS foi legalizado, se constituiu formalmente na sequência do 25 de Abril. Todo este ano passam 40 anos sobre algo que é uma marca identitária do PS».