Um estudo da ONU revela que a falta de acesso a água potável e a um saneamento adequado matam por ano 1.6 milhões de pessoas no mundo. O relatório apresentado na segunda-feira no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas afirma que a maioria das vítimas são crianças com menos de cinco anos, noticia a EFE.

Catarina de Albuquerque, especialista da ONU para o Direito à Água e ao Saneamento e autora do estudo, afirma que «o acesso a melhores serviços de saneamento é uma promessa não cumprida para quase 40% da população mundial»

O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o «acesso a um melhor saneamento diminuiria em 32% as doenças diarreicas». Catarina Albuquerque refere que 23% da população mundial defeca ao ar livre, uma prática que «põe em perigo a saúde de toda a comunidade, porque aumenta as (incidências de) doenças diarreicas, incluindo o cólera, assim como infecções por vermes e hepatite».

A resolução deste problema resultaria num impacto económico positivo nas regiões mais pobres do mundo, tendo em conta que «o custo do tratamento das doenças diarreicas representa 12% dos orçamentos nacionais em questão de saúde na África Subsariana». No conjunto «as possíveis vantagens económicas no investimento em água e saneamento poderiam chegar a 38 biliões de dólares por ano», explica a autora do estudo.