Por: Redacção / CMM | 9- 5- 2010 15: 27
Cerca de 80 canoístas e 30 embarcações desceram o Tejo, este domingo, desde a barragem de Cedilho ao cais fluvial de Vila
Velha de Ródão, numa acção que juntou portugueses e espanhóis em defesa de uma gestão sustentável do rio.
Em Vila
Velha de Ródão, algumas centenas de pessoas aguardavam a chegada das canoas para ouvir a leitura de uma Carta Contra a Indiferença,
a que a Lusa teve acesso.
No documento, o movimento «Vogar contra a indiferença - pelos nossos rios, pelo nosso futuro»,
o responsável pelo protesto, apela às autoridades competentes, a nível internacional, nacional, regional e local, que defendam
o Tejo e os seus afluentes.
Exige ainda «o cumprimento da Directiva Quadro da Água, ou seja, a garantia de um bom
estado das águas do Tejo», a monitorização do cumprimento permanente do regime de caudais ambientais, a recusa dos transvases
do Tejo e o apoio à investigação de alternativas sustentáveis, baseadas no uso eficiente da água.
A concepção de
um projecto de desassoreamento do rio, que permita a sua navegabilidade, a garantia da qualidade e quantidade de água do rio
Tejo e dos seus afluentes, a restauração do sistema fluvial natural e o seu ambiente e a valorização e promoção da identidade
cultural e social das populações ribeirinhas do Tejo são outras reivindicações.
A Carta realça que o Tejo é o elemento
unificador de toda a bacia ibéria e das gentes ribeirinhas.
«As populações do Alto Tejo conseguiram sobreviver e
prosperar em harmonia com o rio que lhes foi generoso no passado e que será essencial no futuro», sublinha.
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