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Dezenas de patos mortos na Ria Formosa

Bactéria existente na natureza pode ser a causa

Por: Redacção / AG  |  14- 9- 2010  12: 54

Ria Formosa

Dezenas de patos estão a aparecer mortos na lagoa de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) na Ria Formosa, entre Faro e Olhão. O acontecimento pode estar a ser causado por uma bactéria que existe na natureza.

Em declarações À Lusa, Fábia Azevedo, coordenadora do Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens (RIAS), disse que «os sintomas apontam para botulismo, uma intoxicação que tem origem numa bactéria presente no solo e em alimentos contaminados. O aumento da temperatura e o facto de se tratarem de águas paradas pode estar na origem do desenvolvimento da bactéria que produz a toxina botulínica, transmitida através das larvas depositadas nos cadáveres».

«Desde o final de Agosto que têm chegado àquele centro de recuperação uma média de dez animais por dia, num total de 125 aves, na sua maioria patos, dos quais cerca de metade foram salvos», acrescentou a coordenadora do RIAS.

A empresa Águas do Algarve, que gere a ETAR Faro Nascente, onde são tratados parte dos esgotos de Faro e Olhão,
diz que «a mortandade não está relacionada com nenhuma irregularidade no funcionamento da estação».

A ETAR está a funcionar bem e isto é uma situação que se repete sempre por esta altura do ano», disse a mesma fonte, que refere que as mortes já estão a diminuir.

A situação está a ser acompanhada pelas autoridades competentes, que estão a proceder à remoção das aves mortas.

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