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Biotério vai «melhorar condições» dos animais

A Fundação Champalimaud, patrocinadora do projecto da Azambuja, assegura que este não tem qualquer objectivo comercial

Por: Redacção / VG  |  10- 3- 2010  15: 36

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Um dos poucos momentos em que Marley está sossegado

A Fundação Champalimaud garantiu esta quarta-feira que o futuro biotério da Azambuja tem como principal objectivo «melhorar as condições de bem-estar na investigação biomédica» e recusou que o projecto tenha objectivos comerciais.

O investigador da fundação, Rui Costa, foi ouvido na comissão parlamentar de Educação e Ciência a propósito de uma petição contra a construção do Biotério da Azambuja, informa a Lusa.

Rui Costa é um dos responsáveis pela ética do projecto e garantiu que não vai ser construído um biotério com fins comerciais, nem haver experimentação em cães e gatos, assim como se irá cumprir a proibição legal de infligir sofrimento agudo e crónico nos animais.

O investigador lembrou que as empresas que referem não fazer testes em animais usam substâncias activas que foram experimentadas anteriormente por outras companhias, que a isso são obrigadas por lei. Garantiu que com este centro não haverá aumento de produção e que será travado um dos «maiores problemas» a nível do bem-estar dos animais, o transporte.

Rui Costa afirmou que a capacidade de gaiolas poderá variar entre um mínimo de 10 mil e um máximo de 20 mil gaiolas e os custos de manutenção são seis euros semanais por gaiola. O responsável recusou qualquer fim lucrativo e sublinhou que a vantagem económica para as instituições é «gastar menos».

Relativamente à exportação de animais, Rui Costa referiu que o termo é utilizado para definir a «troca de animais com outras instituições europeias em termos de embriões e no âmbito de projectos».

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