Por: Redacção / RS | 7- 8- 2009 18: 13
A Quercus, associação ambientalista, denunciou esta sexta-feira que milhares de toneladas de resíduos de demolição de uma
antiga fruteira da Lourinhã, local onde vai nascer uma nova construção, estão a ser ilegalmente depositadas numa zona industrial,
escreve a agência Lusa.
«É uma deposição de resíduos de construção e demolição sem qualquer tipo de licenciamento
e feita ao arrepio da legislação», acusou o dirigente da Quercus, Pedro Carteiro.
Estão vários camiões pesados a
transportar os entulhos indiferenciados para o local, desde quarta-feira.
Estimam-se que possam ser aí depositadas
cerca de 2500 toneladas.
A agência noticiosa teve acesso uma denúncia anónima acerca deste facto. A mesma foi feita
por escrito para a Inspecção Geral do Ambiente e Ordenamento do Território (IGAOT), a qual por ser recente não foi confirmada
pelo Ministério do Ambiente.
A legislação em vigor estipula que os promotores de obras particulares sejam obrigados
a efectuar a adequada triagem de resíduos e a encaminhá-los para um operador de gestão de resíduos licenciado para o efeito,
de modo a serem separados, reciclados e reutilizados.
Mas o que está a ser feito contraria a lei, diz o ambientalista,
visto que «os resíduos estão a ser abandonados num espaço sem qualquer tipo de condições e se não forem tomados cuidados durante
a demolição podem haver resíduos perigosos, por exemplo à base de amianto».
A Quercus criticou ainda a câmara municipal
por deixar que a situação aconteça. « No processo de licenciamento de uma obra tem de saber para onde o dono da obra vai enviar
os resíduos e actuar no caso de não serem devidamente bem encaminhados», aponta.
A Chefe de Divisão de Obras, Teresa
Quinto, adiantou que a autarquia já efectuou duas acções de fiscalização, aguardando-se os respectivos relatórios para apurar
se existe infracções.
A agência contactou fonte do Ministério do Ambiente que entendeu que apesar de o município
ter competências de fiscalização, a IGAOT deverá actuar e, a confirmar-se a suspeita de infracção muito grave, poderá vir
a ser aplicada uma coima de cerca de 60 mil euros ao promotor da obra.
Tanto o presidente da autarquia como o advogado
do promotor da obra, não quiseram prestar declarações sobre o assunto em tempo útil.
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