Por: Redacção / VG | 10- 5- 2010 15: 59
A ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou um relatório, esta segunda-feira, a alertar para o facto de que as destruição
de ecossistemas deve começar a afectar as economias de vários países nos próximos anos.
O Terceiro Panorama Global
de Biodiversidade (Global Biodiversity Outlook ou GBO-3) refere que vários ecossistemas podem estar próximos de sofrer mudanças
irreversíveis, tornando-se cada vez menos úteis à humanidade, informa a BBC.
Entre estas mudanças, estariam o desaparecimento
rápido de florestas, a proliferação de algas em rios e a morte generalizada de corais.
«Muitas economias continuam
cegas ao enorme valor da diversidade de animais, plantas e outras formas de vida e ao seu papel no funcionamento de ecossistemas
saudáveis», afirmou o director-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner.
«A
humanidade criou a ilusão de que, de alguma forma, é possível sobreviver sem biodiversidade, ou de que isso é periférico no
mundo contemporâneo», acrescentou.
De acordo com a ONU, quanto maior for a degradação dos ecossistemas, maior será
o risco de perda de grande parte da utilidade prática para o homem.
O relatório da ONU cita um estudo coordenado
pelo Banco Mundial que afirma que se a Amazónia perder 20 por cento da cobertura original, em 2025, certas partes da floresta
entrariam num ciclo de desaparecimento, agravado por problemas como mudanças climáticas e incêndios.
Na Convenção
sobre Diversidade Biológica (CBD), cientistas afirmaram que os Governos nacionais não conseguiriam respeitar as metas de redução
da perda de biodiversidade até 2010.
«Continuamos a perder biodiversidade a um ritmo nunca visto antes na História.
As taxas de extinção podem estar até mil vezes acima da taxa histórica», sustentou o secretário-executivo da CBD, Ahmed Djoglaf.
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