Por: Redacção / AIS | 12- 7- 2008 18: 41
Meia centena de activistas e dirigentes da Plataforma Transgénicos Fora manifestaram-se este sábado, de forma pacífica,contra
os ensaios com milho geneticamente modificado autorizados na exploração, inserida na Rede Natura, refere a agência Lusa.
Os
participantes, com a ajuda de uma «brigada de biossegurança», composta por «50 espantalhos», exigiram o cancelamento da autorização
para os ensaios com milho geneticamente modificado.
Trangénicos não resolvem a crise alimentar
Sempre com a GNR por perto, mas sem que tivesse
ocorrido qualquer incidente, os ambientalistas gritavam, entre outras palavras de ordem, «Não, não, não à contaminação», «o
montado vai ficar contaminado» e «Não, não, não à agricultura do cifrão».
Mas apesar disso, adiantou a responsável,
«o Governo optou por autorizar, face à pressão de duas empresas, ensaios de milho geneticamente modificado, que não está testado
e sobre o qual não existe qualquer garantia de segurança, que possa impedir a contaminação».
Manifestação é «uma
encenação teatral»
«Queremos que haja um cancelamento da licença, porque a isso obriga a moral, a lógica e toda
a avaliação ambiental que já fizemos, e queremos também chamar a atenção para o facto de que não existem, neste momento, condições
em Portugal para cultivar milho geneticamente modificado em segurança».
Por seu turno, José Maria Falcão,responsável
pela exploração agrícola familiar onde estão a decorrer os ensaios com milho geneticamente modificado, no concelho de Monforte,
em declarações aos jornalistas, considerou a manifestação como «uma encenação teatral».
Activistas têm vindo a manifestar-se
A Assembleia Municipal de Monforte decidiu, por unanimidade,
no final de Fevereiro, que todo o território do município deve ser «Zona Livre de Cultivo de Variedades Geneticamente Modificadas»,
de acordo com uma proposta anteriormente aprovada pela Câmara Municipal.
O presidente da Câmara de Monforte, Rui
Maia da Silva, anunciou sexta-feira que não participava na manifestação deste sábado porque «a autarquia tem as suas próprias
iniciativas sobre esta matéria».
«Vamos promover um debate no dia 25 de Julho para analisar os prós e contras desta
situação», declarou.
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