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Rio Maior: ambientalistas contra instalação de cimenteira

«Os impactes ambientais decorrentes da implantação deste projecto são muito elevados», garantem

Por: tvi24 / SM  |  7- 9- 2010  15: 59

As organizações não governamentais ambientais (ONGA) Oikos e Geota manifestaram-se «frontalmente contrárias» à construção de uma cimenteira em Rio Maior, por considerarem que Portugal não precisa de mais cimenteiras e pelos «elevados impactes que acarretaria».

Em comunicado, a Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria (Oikos) e o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e do Ambiente (Geota) dão a conhecer a posição que adoptaram no período de consulta pública do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Fábrica de Cimentos de Rio Maior, que terminou a 27 de Agosto.

Tal como já fizera a associação ambientalista Quercus, que emitiu igualmente parecer desfavorável na fase de consulta pública, as duas ONGA referem a inserção da fábrica em área de Rede Natura 2000, no Sítio de Interesse Comunitário das Serras d¿Aire e Candeeiros, e em área de Reserva Ecológica Nacional, junto ao limite sul do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, não apresentando alternativa de localização.

«Os impactes ambientais decorrentes da implantação deste projecto são muito elevados», referem, criticando o facto de o EIA não abordar os impactos decorrentes da exploração das pedreiras que irão alimentar a cimenteira, ela própria projectada para uma pedreira que será a principal fornecedora de matéria prima.

«Para as ONGA signatárias é inaceitável degradar um sítio da Rede Natura 2000 e Reserva Ecológica Nacional, reforçado pelo facto do empreendimento em causa não ser, de forma alguma, uma necessidade. Mesmo que fosse, tinha de ser demonstrada a ausência de alternativas», afirmam.

As associações sublinham que existem em Portugal seis cimenteiras e que o consumo de cimento em Portugal tem vindo a «diminuir acentuadamente nos últimos anos, pelo que, ao contrário do referido no estudo, a produção de cimento em Portugal, ao invés de deficitária, é excedentária em vários milhões de toneladas/ano».

A Fábrica de Cimento de Rio Maior terá uma capacidade de produção de 500 000 toneladas/ano.

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