Por: tvi24 / CP | 19- 5- 2010 20: 10
A Quercus denunciou esta quarta-feira a destruição de espécies protegidas em Monsanto, no concelho de Alcanena, em área
do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC), considerando que a situação revela falta de vigilância dos serviços.
Em
comunicado citado pela Lusa, a associação ambientalista informa ter recebido diversas queixas sobre a destruição de «uma área
de floresta natural, dominada por espécies protegidas como sobreiros e azinheiras», no PNSAC, num local onde «foram plantados
recentemente eucaliptos».
«O sítio localiza-se em área protegida do Maciço Calcário Estremenho, encontrando-se
dezenas de troncos de sobreiros e azinheiras abatidos ilegalmente, tendo grande parte dos cepos e da restante vegetação
mediterrânica natural sido destruída com a mobilização dos solos», refere o comunicado, que considera a situação «absolutamente
inaceitável num parque natural» em área protegida.
A Quercus explicou que, após uma deslocação ao local, constatou
ainda que no terreno «estava quase terminada a instalação do eucaliptal numa área com cerca de uma dezena de hectares», salientando
que ambas as acções foram efectuadas «ilicitamente por um proprietário privado, sem que o serviço de vigilância do parque
natural tivesse actuado atempadamente para impedir a intervenção».
Por outro lado, a associação refere que verificou
«alguma contestação social nas aldeias próximas, dado que as pessoas discordam da destruição da serra para plantação de uma
monocultura de eucaliptos, que afecta negativamente a paisagem e a biodiversidade».
A Quercus adianta ter alertado
as entidades fiscalizadoras, nomeadamente o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR e os serviços do PNSAC, «para
actuarem prontamente», atendendo a que a situação viola a regulamentação do plano de ordenamento do PNSAC, a legislação
de protecção ao sobreiro e azinheira e não tem parecer da área protegida.
«Neste sentido, para além do levantamento
dos respectivos autos de notícia por contra-ordenação, a Quercus exige que as autoridades notifiquem o proprietário para repor
a situação anterior à infracção, arrancando os eucaliptos e plantando sobreiros e azinheiras», lê-se ainda no comunicado do
Núcleo do Ribatejo e Estremadura da Quercus, com sede em Ourém.
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