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Mortandade de «milhares de peixes» no rio Almonda

Presidente da Junta de Freguesia de Azinhaga alega que houve uma descarga poluente, mas o SEPNA da GNR ainda não confirmou

Por: Redacção / AR  |  21- 9- 2010  17: 11

Peixes mortos na barragem do Lucefecit (Foto: NUNO VEIGA/LUSA)

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O presidente da Junta de Freguesia de Azinhaga, no concelho da Golegã, alertou esta terça-feira para uma mortandade de «milhares de peixes» no rio Almonda. Vítor Guia atribui a morte dos peixes a uma descarga poluente no curso de água.

A situação foi detectada já no passado sábado e o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR confirmou à Lusa que se deslocou ao local no domingo, dia 19, não adiantando ainda quais as razões da mortandade dos peixes.

«Já não podemos mais viver assim, o cheiro é insuportável e cada vez há mais peixes mortos nas águas e nas margens do rio», acrescentou Vítor Guia.

O autarca alega também que as estações de tratamento de águas residuais (ETAR) do concelho nada têm a ver com a descarga poluente porque. De acordo com Vítor Guia, tanto a ETAR da Golegã como a ETAR de Azinhaga estão a enviar os caudais para a foz do rio Tejo, numa zona a jusante de onde foi detectada a descarga poluente no rio Almonda.

Esta descarga está a ser investigada pelo SEPNA juntamente com técnicos da Administração Hidrográfica da Região do Tejo (ARH-Tejo), que recolheram no local algumas amostras da água para análise.

O troço do rio Almonda onde se verifica a morte dos peixes situa-se já fora da Reserva Natural do Paul do Boquilobo, referiu ainda o autarca de Azinhaga.

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