Por: tvi24 / PP | 11- 3- 2010 20: 59
Os sacos de plástico biodegradáveis, utilizados pela maioria dos supermercados, não se degradam tão depressa quanto se
pensava e podem não ser amigos do ambiente, de acordo com uma investigação financiada pelo governo britânico, escreve a Lusa.
Um
estudo da Universidade de Loughborough sobre plásticos considerados degradáveis ou biodegradáveis concluiu que há incertezas
sobre o seu impacto no ambiente, noticia a edição online do «Telegraph».
Sacos, sacolas e embalagens flexíveis, feitos
de plásticos comuns, com poucas quantidades de químicos para acelerar o seu processo de degradação, também não são adequados
para reciclar com outros plásticos ou reutilizar.
Na sequência do estudo financiado pelo Departamento de Ambiente,
Alimentação e Assuntos Rurais, o governo britânico pediu à indústria para que não anuncie que estes plásticos são melhores
para o ambiente do que os convencionais.
Os plásticos degradáveis contêm aditivos para facilitar a sua degradação
em pedaços mais pequenos mais rapidamente, com a ajuda de calor ou de luz. Só depois é que se inicia o processo de biodegradação,
provocado por micróbios.
Segundo o relatório, acrescentar componentes metais aos plásticos não melhora o seu desempenho
ambiental e «potencialmente aumenta alguns efeitos negativos».
Os investigadores concluíram que é difícil estimar
quanto tempo os plásticos podem demorar até se degradarem. No entanto, aponta-se para um prazo variável de dois a cinco anos,
caso os materiais sejam deixados num ambiente aberto no Reino Unido.
O processo de biodegradação, que só se inicia
quando o plástico está fragmentado em pequenos pedaços, acontece devagar. Muitas vezes, mais devagar do que os materiais plásticos
compostos.
O estudo levanta preocupações sobre o impacto que os fragmentos plásticos podem causar na natureza, uma
vez que podem ser consumidos por insectos, peixes e outros animais.
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