Por: tvi24 / PP | 22- 1- 2010 13: 46
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, disse esta sexta-feira que a recolha selectiva de resíduos porta a porta
não pode ainda ser generalizada ao país devido aos elevados custos que comporta.
«A recolha porta a porta é algo
que o sistema de gestão de resíduos tem ensaiado, que não se pode ainda generalizar porque os custos são consideráveis», disse
o governante, questionado pelos jornalistas, à margem do Seminário Nacional Eco-Escolas 2010, que decorre até domingo, em
Coimbra.
O membro do Governo afirmou serem «sistemas eficazes mas complexos, caros e atreitos à fraude», dai que
careçam de estudos-piloto, para apurar a seu grau de eficácia.
Outra linha em estudo experimental, acrescentou, é
a «relação entre a quantidade de resíduos, e se são separados ou não, e o preço a pagar pelos resíduos entregues».
Rede
de ecopontos
Embora se caminhe para formas inovadoras de recolha selectiva, «a rede de ecopontos é hoje mais
do que óptima quanto à proximidade que é de esperar entre o cidadão e o ecoponto», sustentou.
Durante o seu discurso,
Humberto Rosa salientou o sucesso da educação ambiental escolar na mudança de comportamentos.
«A maior parte do que
se faz hoje em termos de reciclagem e separação de resíduos vem muito das escolas», disse, afirmando que «o programa eco-escolas
é provavelmente o maior programa de desenvolvimento sustentável português», que abrange quase 1 300 estabelecimentos.
Eco-escolas
é um programa de educação para o desenvolvimento sustentável promovido desde 1996 em Portugal pela Associação Bandeira Azul
da Europa e Secção Portuguesa da Fundação de Educação Ambiental.
O programa visa encorajar, reconhecer e premiar
acções e actividades desenvolvidas pela escola na melhoria do seu desempenho ambiental e na sensibilização para a necessidade
de adopção de comportamentos mais sustentáveis.
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