Por: Redacção / CP | 16- 9- 2008 7: 30
A associação ambientalista Quercus considera que Portugal continua a libertar para a atmosfera substâncias responsáveis
pela destruição da camada de ozono, noticia a Lusa.
Em comunicado a propósito do Dia Internacional para a Protecção
da Camada de Ozono, que se assinala esta terça-feira, a Quercus alerta que «Portugal continua a não assegurar a recuperação
da maior parte dos clorofluorcarbonetos (CFC's) contidos nos largos milhares de frigoríficos, arcas congeladoras e aparelhos
de ar condicionado que todos os anos vão parar ao lixo».
Estas substâncias estão presentes nos equipamentos mais
antigos que, se não forem tratados, libertam os CFC's para a atmosfera que provocam graves danos na camada de ozono.
«Desta
forma, Portugal continua a não respeitar a sua própria legislação, as regras comunitárias e o Protocolo de Montreal», denuncia
a associação ambientalista.
Falta «recuperação e tratamento» destas substâncias
A Quercus afirma
ainda que, em 2007, apenas foram recuperados cerca de 23 toneladas de CFC's em Portugal, valor semelhante ao de 2006, uma
percentagem muito pequena do total existente nos equipamentos em fim de vida.
Para a Querqus, «Portugal continua
a apresentar um mau desempenho na recuperação e tratamento» destas substâncias.
A protecção da camada de ozono
tem a capacidade de absorver grande parte da radiação ultravioleta B (UV-B), radiação solar que pode provocar efeitos nocivos,
que podem ser letais, nos seres vivos, ameaçando assim a saúde humana e o ambiente.
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