Por: Redacção / CMM | 12- 3- 2010 13: 34
O presidente da Associação de Desenvolvimento do Baixo Guadiana ODIANA, José Estevens, considerou que a inclusão da região
num Parque Natural Transfronteiriço não faz sentido, porque já existem mecanismos suficientes de preservação do território.
Para
Estevens, também presidente da Câmara de Castro Marim, a proposta anunciada há três semanas pela Junta da Andaluzia «só
servirá para criar mais constrangimentos ao desenvolvimento e para algumas associações, que têm estruturas pesadas, obterem
fundos e garantirem a sua sobrevivência mais uns tempos».
Opinião diferente tem João Santos. O dirigente da Almargem,
uma associação ambientalista algarvia, afirmou que a proposta andaluz «vem ao encontro» do projecto inicial de criar um parque
transfronteiriço no Baixo Guadiana, mas sublinhou que era conveniente haver antes estatutos de protecção de ambos lados da
fronteira.
«Tinha que se discutir com entidades do lado de cá, nomeadamente Instituto de Conservação da Natureza
e Biodiversidade (ICNB) e câmaras, o caminho a trilhar para, a prazo, termos uma figura de protecção que pudesse de algum
modo ser equivalente à que aparecerá do lado da Andaluzia», afirmou, defendendo uma solução com a qual «todos estejam de acordo».
João
Santos considerou que é possível classificar a zona e fomentar o desenvolvimento sócio-económico com base nos valores naturais
e tradições do Baixo Guadiana, sublinhando que após a criação do Parque Transfronteiriço o objectivo seria a candidatura do
Baixo Guadiana a Reserva da Biosfera da UNESCO.
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