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Um terço dos mamíferos ameaçados de extinção

Dados revelados pela União Internacional para a Conservação da Natureza

Por: Redacção / HB  |  6- 10- 2008  19: 1

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Cerca de um terço das espécies de mamíferos encontra-se ameaçada de extinção, segundo a Lista Vermelha divulgada esta segunda-feira pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), noticia a Lusa.

De acordo com a edição de 2008 da Lista Vermelha das espécies ameaçadas, criada pela UICN, há 1.141 mamíferos em risco de extinção, o que equivale a cerca de 21 por cento das 5.487 espécies conhecidas. Existem também 836 mamíferos cujo estado de conservação «ainda não é bem conhecido», precisa o estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza, o «mais completo até agora realizado sobre esta classe de animais».

«Na realidade, o número de mamíferos ameaçados de extinção pode chegar aos 36 por cento», estima Jan Schipper, especialista da UICN e um dos principais autores do artigo, que quinta-feira será publicado na revista norte-americana Science.

Realizado por mais de 1.800 cientistas de mais de 130 países, o documento lembra que «centenas de espécies podem desaparecer» nos próximos anos devido ao impacto do ser humano nos ecossistemas destes animais.

A perda do habitat natural e a sua degradação, que «afecta 40 por cento destes animais em todo o Mundo», a sob-exploração dos mamíferos terrestres e marinhos, a poluição e as alterações climáticas são as principais causas apontadas para o que o estudo chama de «crise de extinção» dos mamíferos.

Lince ibérico entre espécies ameaçadas

No artigo a publicar esta semana na Science, os especialistas internacionais sublinham que 188 mamíferos estão integrados na categoria «criticamente em perigo», incluindo o lince ibérico, cuja população «é de apenas 84 a 143 adultos».

O «declínio contínuo da população» de linces, considerado actualmente o felídeo mais ameaçado da Europa, deve-se, segundo a UICN, à «escassez da sua principal presa, o coelho europeu».

Para Andrew Smith, co-autor do artigo e professor da Universidade norte-americana de Arizona, a Lista Vermelha pode e deve ser utilizada para «criar estratégias que abordem a crise», ajudar a «identificar espécies e áreas prioritárias para conservação» e «indicar tendências sobre o estado de conservação ao longo do tempo».

Os resultados do estudo foram apresentados no Congresso Mundial da UICN, que decorre até 14 de Outubro, em Barcelona, Espanha.

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