Por: Redacção / AV | 28- 4- 2009 17: 12
O Brasil está a dar prioridade à travagem da destruição da Floresta Amazónica, que reduziria fortemente as emissões poluentes
globais, mas já se prepara também para os efeitos das alterações climáticas, afirmou nesta terça-feira o ministro do Ambiente,
Carlos Minc, refere a Lusa.
Minc, que falava em Lisboa na abertura dos Dias do Desenvolvimento, afirmou que o Fundo
de Mudança do Clima já está no Congresso brasileiro, e que deve ser aprovado dentro de dois a três meses, contando com 10
por cento das receitas petrolíferas do país para acções de «mitigação e adaptação».
«É uma coisa importante. Temos
de criar mecanismos consistentes para política de combate à vulnerabilidade e adaptação da população» em relação, por exemplo,
ao esperado aumento da temperatura média, que conduz à desertificação, afirmou o ministro do Ambiente, Recursos Hídricos e
Amazónia Legal.
Plano de saneamento
Outra área de acção do governo brasileiro, afirmou, passa pelo
saneamento, estando em rampa de lançamento um plano para duplicar a quantidade de esgotos colectados e tratados no país.
«É
um ganho real no país. Por cada dólar investido no saneamento, poupa-se seguramente três ou quatro na saúde. (...) A primeira
causa de mortalidade no Brasil ainda são doenças causadas por água contaminada», afirmou.
«Hoje temos um plano, temos
metas e temos o Fundo da Amazónia», declarou o ministro brasileiro, que se confessou «emocionado» por representar o governo
brasileiro no evento que começou nesta terça-feira em Lisboa, cidade onde viveu no exílio e inclusivamente leccionou.
Reduzir desmatamento em 70%
Minc afirma-se empenhado em travar o desmatamento da Floresta Amazónica, mas salienta
que «não basta a acção policial de fiscalização de repressão».
«Tenho estado de quinze em quinze dias na Amazónia
em operações contra o desmatamento fechando carvoarias clandestinas, fechando madeireiras clandestinas, tirando gado ilegal.
Fechámos uma carvoaria numa hora, mas não conseguimos criar 50 empregos numa hora. Precisamos fazer com que as pessoas possam
viver com dignidade, mantendo a floresta em pé», afirmou.
A actual administração Lula pretende reduzir desmatamento
da Amazónia em 70 por cento, o equivale a reduzir emissões de dióxido de carbono em 4,8 mil milhões de toneladas de carbono,
referiu.
«É tal a emissão ligada ao desmatamento da Amazónia que essa meta é superior à soma das metas dos países
desenvolvimentos [no protocolo] de Kyoto», sublinhou.
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