O movimento de mercadorias nos sete principais portos portugueses atingiu um volume de cerca de 32,5 milhões de toneladas até maio, o valor mais elevado nos períodos homólogos, segundo o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

Nos primeiros cinco meses do ano, o movimento de carga movimentada representa um aumento de 2,3% relativamente ao período homólogo, resultando da contribuição positiva dos portos de Viana do Castelo, Setúbal, Aveiro, Leixões e Lisboa. Já Sines e Figueira da Foz registaram uma queda no movimento de mercadorias, de 4,9% e de 3,1%, respetivamente.

A melhor marca global foi determinada pelos valores máximos de sempre registados nos portos de Leixões, Aveiro e de Setúbal, anunciou hoje em comunicado o IMT.

Apesar de ter diminuído para 41,8% os 44,9% registados no período homólogo de 2013, Sines continua a ser líder em termos de carga movimentada, seguido de Leixões com 23% e de Lisboa com 15,3%.

Também o movimento de contentores entre janeiro a maio atingiu o valor mais elevado de sempre (de 1.004.811 TEU), superior em 19,9% ao período homólogo de 2013, com Setúbal a destacar-se ao registar um acréscimo de 87% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Sines continua a ser líder deste segmento de tráfego, tendo reforçado neste período, representando 48,5% do movimento em TEU, valor mais elevado de sempre nos períodos de janeiro a maio. Na segunda posição surge o porto de Leixões com 27,1% e Lisboa com 19,1%.

No porto de Lisboa registou-se uma redução de 16,7% no movimento de contentores nos primeiros cinco meses deste ano comparativamente ao mesmo período de 2013, sendo o pior movimento dos períodos homólogos dos últimos 12 anos.

«O porto de Setúbal continua a refletir o efeito das duas linhas de serviço regular de contentores que iniciaram atividade em dezembro de 2013, que tendem a consolidar-se neste porto», explica o IMT no documento divulgado esta quinta.

O movimento de navios reflete um total de 4.275 escalas, menos uma escala do que no período homólogo de 2013. O porto de Sines contraria a tendência geral e registou o valor mais elevado dos períodos homólogos desde o ano 2000, como revela à Lusa.