O presidente da Comissão Política Regional do PSD-M, Alberto João Jardim, defendeu sexta-feira à noite a clarificação da atual situação política em Portugal.

«Neste momento, a situação está um pouco confusa», disse, no final da reunião da Comissão Política Regional.

Alberto João Jardim salientou que «no entender do PSD-M, a confusão não foi dissipada pela Presidência da República», pelo que "os portugueses deviam ser esclarecidos sobre, afinal, o que é que vai suceder".

A este propósito, o governante madeirense colocou algumas interrogações: "O Governo, tal como está constituído, é que fica em vigor? O Presidente da República vai aceitar um outro governo proposto pelo primeiro-ministro? O Presidente da República não faz eleições antecipadas agora, mas vai fazer eleições antecipadas um ano e meio antes de terminar a legislatura e que têm o mesmo risco e geram a mesma instabilidade como qualquer eleição antecipada?".

Para Jardim, «tudo isto é equívoco, tudo isto é confuso e é preciso, de uma vez por todas, alguém clarificar o que se passa no país».

A Comissão Política Regional do PSD-M subscreveu a posição do Governo Regional relativamente à atual crise, nomeadamente a defesa da proclamação de um estado de emergência, da constituição de um Governo presidencial e da realização de um referendo constitucional «para, aí sim, devolver a voz ao povo».

Quanto ao apelo do Presidente da República a um entendimento entre os três partidos do arco da governação - PSD, CDS-PP e PS -, Jardim considerou «ineficaz no atual quadro constitucional".

«Nem sei que garantia tem o Presidente da República para fazer um apelo desses depois do que os três partidos andam a dizer», observou.

Sobre a realização de eventuais eleições legislativas antecipadas e se Pedro Passos Coelho deverá liderar a campanha, Alberto João defendeu que isso terá de ser decidido em congresso: «o partido terá de escolher, não uma solução de suicídio, mas uma solução regeneradora».

Sobre a visita que Cavaco Silva realiza na próxima semana às ilhas Selvagens, disse ser «sempre com muito prazer» que acolhe o Presidente da República.

«Eu tenho muito interesse que ele veja os trabalhos que a Região Autónoma desenvolveu no arquipélago das Selvagens com o apoio da Marinha», escreve a Lusa.